23 de set de 2017

INVASÃO DA ROCINHA

FORÇAS ARMADAS OCUPAM ROCINHA DEPOIS DE DIAS DE MATANÇA
POSTOS DE SAÚDE ESTÃO FECHADOS E COMÉRCIO AMARGA ENORME PREJUÍZO
Somente depois de cinco dias de intensos confrontos que deixou um rastro de sangue que o Ministro da defesa Raul Jungman e o Governador Luiz Fernando Pezão chegaram a um acordo para por um fim à "Guerra da Rocinha", uma disputa entre pontos de venda de drogas de uma mesma rede criminal. Antônio Bonfim Lopes o Nem atualmente em presídio de segurança máxima controlava o comércio da venda de drogas e tinha como seu gerente e homem de confiança Rogério Avelino o Rogério 157 . De um tempo para cá as desavenças começaram e chegaram ao auge em agosto desde ano de 2017 até ao rompimento. Rogério tinha várias casas, mas sua residência preferida era na Rua Dois, na parte alta da favela. Um 'bonde" de mais de setenta homens de várias favelas ligadas à rede criminal ADA invadiu a Rocinha para retomar os pontos e expulsar Rogério e seus "fiéis". Aí mais uma "Guerra da Rocinha" teve início;
entrada da Rua Dois foto Alcyr Cavalcanri all rights reserved
 Durante a madrugada de sexta para sábado houve intenso tiroteio na parte alta, Rua 02 e Laboriaux com ataque ao posto policial da Rua Dois. Os postos de saúde estão fechados, o que nunca teria acontecido segundo sua diretora Maria Helena que moradora da Rocinha há muitos anos tem reclamado da interrupção das atividades de saúde, principalmente em dia de Campanha de Vacinação. Moradores reclamam das revistas indiscriminadas em residências à procura de drogas e armas.
Blindados colocados em várias entradas de seus principais sub bairros ocupam as ruas da Rocinha e policiais militares fazem uma revista em quem entra e quem sai. O  narcotraficante Luiz Alberto o Bob um dos gerentes da Favela do Caju, que veio dar um "fortalecimento" ao bando de Antônio Bonfim Lopes o Nem foi preso com uma carga de nove fuzis de assalto, muita munição e muitas drogas.
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 O Caju além de São Carlos e Vila Vintém vieram tentar retomar a Rocinha e seus pontos para o grupo de Nem. Atualmente as bocas de fumo estão sob controle de Rogério Avelino o Rogério 157 que rompeu com seu antigo chefe atualmente em segurança máxima. Muitos bandidos estão escondidos na Mata Atlântica. Uma das áreas de muito difícil acesso, muito íngreme é o Laboriaux onde no final tem uma mata muito densa e trilhas para vários bairros.

21 de set de 2017

O NARCOTRÁFICO TEM ALTERNATIVAS PARA AUMENTAR O LUCRO

O "DONO DO MORRO" CONTROLA A VENDA DE GÁS, DISTRIBUIÇÃO DE BEBIDAS, COMÉRCIO E VÁRIAS OUTRAS ATIVIDADES
O narcotráfico há tempos controla tudo na maior parte das favelas do Rio de Janeiro, desde a venda do botijão de gás, à distribuição de bebidas. a TV a cabo (gatonet), a cobrança de  uma taxa ao comércio legalizado e até a entrada e saída de qualquer pessoa estranha na favela. Em uma determinada época a contravenção também pagava um "imposto" ao chefe do tráfico para os apontadores poderem atuar em liberdade e principalmente na instalação das máquinas caça níqueis. A influência também é exercida em época de eleições seja em associações de moradores seja nas eleições reguladas pelo TSE para permitir o livre transito de candidatos.  
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A velha tática de possuir e poder se instalar em muitas casas também é um artifício para evitar a localização quando em incursões policiais e também servir ao "dono do morro" é uma atitude favorável que pode render dividendos. De qualquer forma é uma forma de associação ao tráfico, embora de maneira bem light, visto que a delação é crime imperdoável nos rígidos códigos de procedimento e de sobrevivência.
A distribuição do botijão de gás sempre foi motivo de discórdias. Foi controlado durante uma época por Fábio Lucas da Conceição, o Fábio do Gás, que desapareceu misteriosamente e nunca mais foi encontrado. A distribuição do gás ficou então com Gonçalo Valdemar Evangelista o Valdemar do Gás, morador da região conhecida como Vila Verde e pessoa muito querida na área, até por ter feito muitas melhorias na Vila Verde. Valdemar foi vice presidente da UPMMR, associação de moradores na chapa com Claudinho da R1 que depois seria eleito vereador. Valdemar foi vítima de um sequestro em 2007, mas logo foi liberado e disse não ter sido torturado. Uma das regras para o comércio local são as relações de boa vizinhança com os eventuais "donos do morro". Não só esta regra como algumas outras são necessárias para poder atuar em qualquer negócio. Afinal o "olho que tudo vê" tem tudo sob controle.
Por isso não deve causar espanto, até por não ser nenhuma novidade o rastreamento que o bando de Rogério 157 tem feito em possíveis colaboradores de Nem. É apenas uma questão de sobrevivência no lado escuro e selvagem das mais de 950 favelas na bela e caótica cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro para mostrar aos mais de 120 mil  moradores quem afinal é o "dono do morro".  
 
 

19 de set de 2017

"RACHA DO TRÁFICO" NA ROCINHA TRAZ MUITO MEDO AOS MORADORES

ROGÉRIO 157 PROCURA ALIADOS DE NEM PARA UM CASTIGO EXEMPLAR
A INVASÃO DA ROCINHA MOSTRA MAIS UMA VEZ A CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA
"NEM NÃO É MAIS DONO DE NADA" GRITA ROGÉRIO PARA QUEM QUISER OUVIR
Aos gritos de "Nem não é mais dono de nada" Rogério 157 tenta mostrar que vai resistir com muita dureza e muitos fuzis. Assim foi a palavra de ordem do atual "dono do morro" que rompeu com seu chefe Antônio Bonfim, o Nem.  No terceiro dia após a invasão bandidos do grupo de Rogério 157 tem feito uma varredura, principalmente em celulares para expulsar quem ajudou na entrada dos aliados de Nem que vieram em um 'bonde" de mais de noventa homens. Quem tem sido pego é sumariamente castigado. e expulsos da favela.
A recente invasão da Rocinha não foi a primeira nem vai ser a última, infelizmente. Desde a entrada maciça da cocaína no anos oitenta que a "Guerra da Rocinha" tem se sucedido em muitas batalhas, com alguns períodos de calmaria. Esta série de confrontos é um derivado tropical da "Guerra Contra as Drogas" uma política que não tem dado certo. A política de segurança do Estado do Rio de Janeiro tem sido uma sucessão de fracassos, que ficaram encobertos durante um breve tempo pela implantação das Unidades Pacificadoras-UPPS. O projeto de pacificação foi apenas uma tentativa de encobrir a triste realidade da desigualdade social, do déficit educacional e do problema habitacional no Rio de Janeiro, principalmente na "Cidade Maravilhosa". O isolamento das mega favelas formando uma espécie de cinturão cirúrgico criado para esconder as chamadas zonas de risco dos milhões de turistas que vieram conhecer as maravilhas tropicais durante os grandes eventos como a Visita do Papa, a Copa do Mundo e a recente Olímpiada 2016. Milhões e milhões foram gastos em obras feitas a toque de caixa, superfaturadas e  o chamado legado olímpico foi de fato uma dívida colossal.
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A Crise na Segurança não é um fenômeno recente, já vem de décadas e tem se agravado de maneira acelerada com a total falência do Estado do Rio de Janeiro, com sucessivos saques aos cofres públicos praticado pelo grupo político ligado ao PMDB com a complacência a o total apoio dos "governos populares" do Partido dos Trabalhadores-PT em nome de um arco de alianças à maneira tupiniquim. Em nosso estado a salvação na segurança viria com as UPPS que trariam a paz e a prosperidade para toda a população, pela erradicação da criminalidade e pela implantação de melhorias pelo projeto do Programa de  Aceleração do Crescimento em suas três etapas PAC-1, PAC-2 e PAC-3, programas de motivação eleitoreira. Somente o PAC-1 teve início e com algumas obras terminadas como algumas unidades de saúde as UPAS. Muitas obras ficaram inacabadas, outras não saíram do papel, embora muito dinheiro tenha escoado pelo ralo. A face obscura das UPPS veio à tona justamente na Rocinha com o "Caso Amarildo" em 2013 com a tortura como método de investigação, em conjunto com a extorsão e acordos pontuais com os "donos do morro".
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Com a Crise do Capital atingindo em cheio nosso país em especial nosso estado até o pouco dinheiro que sobrava dos grandes projetos acabou, as verdadeiras políticas públicas vieram mostrar em definitivo sua face, sem nenhum retoque. Repressão, confronto baseado no falso conceito global da "War on Drugs" ideário de Ronald Reagan e implantado como estratégia geopolítica de campo experimental na Colômbia. No Brasil a ideia vem desde a conceituação das "Zonas Vermelhas" desenvolvido no Rio de Janeiro pelo general Nilton Albuquerque Cerqueira, o "Cerqueira Branco" secretario de segurança que criou tropas especializadas para o combate ao inimigo, preferencialmente enquistados nas favelas. Essa "máquina de guerra" foi aperfeiçoada pelo Batalhão de Operações Especiais-BOPE da Policia Militar com utilização de blindados o Caveirão exoticamente agora pintado de branco. O Batalhão é extremamente bem treinado sob orientação bélica, com muito apoio da Policia  de Israel e suas tropas especializadas em conflitos urbanos.
 A "Guerra Contra as Drogas" é uma política equivocada, mas estrategicamente bem planejada e adotada em muitos países, embora tenha fracassado, o número de mortos em confronto tem aumentado, muitos civis são abatidos e o narcotráfico como fenômeno global só tem aumentado, engordando o bolso dos "barões do narcotráfico" e deixando uma triste estatística de jovens "soldados do movimento" mortos, e prontamente substituídos como meras peças de reposição neste "Exército de Reserva" na obscura e funesta indústria do crime. Na Rocinha, localidade de grande visibilidade pela sua localização os confrontos ficam mais visíveis, situada dentro da Gávea e São Conrado em ter fronteiras definidas ela é um complicador, principalmente na época de grande eventos como agora com a festa musical o Rock In Rio de repercussão globalizada. Para se chegar à grande festa passa-se obrigatoriamente pela entrada da "Maior Favela da América do Sul" e seus contrastes. A Rocinha é para uns um Paraíso Tropical, para outros, como agora, um Inferno Astral, conforme o humor de cada um. Façam sua escolha.
 

18 de set de 2017

ROCINHA VIVE DIAS DE TERROR

" A Rocinha é um vulcão adormecido, mas que pode explodir a qualquer momento"
                                                              Tio Lino, um morador

EXÉRCITO INVADE A ROCINHA PARA ACABAR COM O CONFRONTO ENTRE O BANDO DO NEM E DE ROGÉRIO 157
UMA SEMANA DE MUITO SANGUE NA "MAIOR FAVELA DA AMÉRICA DO SUL"ATÉ AGORA CINCO MORTOS É O NÚMERO OFICIAL
RACHA NO NARCOTRÁFICO TRAZ DE VOLTA MUITO MEDO
Já são seis dias de tiroteios seguidos. No final da tarde depois de muitos desencontros, o ministro Raul Jungman chegou a um consenso com o governador Pezão e deslocou 950 homens com apoio de blindados para acabar com os confrontos que levaram pânico aos moradores da Rocinha. Na manhã de hoje, sexta feira, a favela voltou a ser um Inferno Astral, ônibus incendiados e o comércio voltou a fechar suas portas. O bando que estava refugiado nos milhares de becos e na Mata Atlântica desceu e aterroriza os moradores. Desde segunda, um dia depois do domingo sangrento mais de trezentos e cinquenta policiais ocuparam grande parte da imensa favela desde as primeiras horas da segunda feira 18 de setembro, o Túnel Rebouças e acessos foram interditados para passagem do comboio policial . Foi um domingo que traz de volta a velha "Guerra da Rocinha" que vem desde os anos setenta. Em 1988 estive à serviço do Jornal do Brasil junto com o jornalista Jorge Antônio Barros para registrar o que de fato acontecia durante as matanças que se sucediam diuturnamente. As mortes se sucediam entre policiais e ex- policiais á serviço da contravenção e o grupo de narcotraficantes chefiados por Sérgio Ferreira da Silva o Bolado, um jovem de 21 anos que controlava a imensa área sob as ordens de Denir Leandro o Denys que dava as ordens de dentro da cadeia. Bolado era de total confiança de Denys e de sua rede criminal, na época a Rocinha pertencia ao Comando Vermelho. Desde 2003 aconteceu uma mudança de lado e a Rocinha após uma série de desavenças com os líderes do Comando Vermelho passou a ser controlada pela Amigos dos Amigos.
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Depois de muitas mortes e muito sofrimento a paz foi firmada em uma acordo entre a cúpula da contravenção e o grupo de Bolado em uma reunião no alto da Rua Um. Foi também criada em uma tentativa de pacificação a GRES Acadêmicos da Rocinha, que teve entre seus fundadores representantes do narcotráfico e do jogo do bicho.
Em 2011 houve uma grande invasão da Rocinha com auxílio da Forças Armadas para a implantação de uma Unidade de Policia Pacificadora-UPP que trouxe esperanças para os mais de 120 mil moradores divididos em suas 16 sub áreas. As esperanças e os sonhos dos moradores ficaram frustrados por dois principais motivos, a UPP como modelo de segurança não alcançou seus objetivos e depois do "Caso Amarildo" em 2013 caiu no descrédito. A tortura e extorsão eram os métodos de investigação mais utilizados. A segunda maior decepção foi o não cumprimento das promessas feitas pelos Governo Federal e Estadual com os sucessivos Programas de Aceleração do Crescimento o PAC-1.PAC-2 e PAC-3. Pouca coisa foi feita a maioria ficou na casa das promessas, como num grande santuário.
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Com a prisão do "dono do morro" Antônio Bonfim Lopes o Nem , da rede criminal Amigos dos Amigos-ADA o narcotráfico ficou durante anos controlado por um de seus fiéis Rogério Avelino o Rogério 157 que até meses atrás seguia as orientações de Nem. Mas de um tempo para cá aconteceu uma implantação de uma base do PCC rede criminal oriunda de São Paulo que começou a colocar alguns homens na favela. As desavenças entre Nem e Rogério começaram e chegaram ao auge em 13 de agosto de 2017 com a execução de três homens de confiança do Nem, entre eles Perninha, que vem desde a época de Bemtevi em 2003. Os três foram executados, vários outros foram barbaramente torturados e os sobreviventes expulsos da favela. desse então a matança continuou com dezenas de execuções quase diárias. Na madrugada de domingo 17/09 um "bonde" de cerca de setenta e cinco homens entrou  na localidade aos gritos de "Chegou o Bonde do Nem". O bando formado com soldados do Morro São Carlos, Vila Vintém, Morro dos Macacos e outras favelas tentou tomar os pontos de venda de drogas, foram rechaçados e foram encontrados dois corpos, mas segundo moradores tem muitos cadáveres espalhados em locais ermos, alguns enterrados, outros no micro-ondas. Hoje foram encontrados mais dois corpos e um morreu em confronto com a polícia.
A Rocinha está invadida, em suas principais vias de acesso por forças policiais civis de várias delegacias, homens do Batalhão do Choque e do Bope, com apoio da UPP local em um total de aproximado de mais de 550 homens. Rogério 157 e muitos traficantes estão na mata do que restou da Floresta da Tijuca e muitas mortes ainda vão acontecer. Voltou a velha a funesta "Guerra da Rocinha".
 

6 de set de 2017

UM SETE DE SETEMBRO SEM NADA O QUE COMEMORAR

NA "ERA TEMER" O DIA DA INDEPENDÊNCIA É DE FATO O DIA DA SUBMISSÃO
"ECONOMIA SOBERANA" VAI LADEIRA ABAIXO
Um feriado que já foi de festa, de exaltação á pátria, de orgulho nacional, do crescimento em todos os sentidos, econômico, político, de prestígio internacional de potência global, do orgulho de pertencer ao Grupo dos Brics. Enfim, o Brasil parecia "dar as cartas". Ledo engano.  Nos dias de hoje, nos novos tempos envelhecidos do século XXI Setembro segue Agosto e passa a ser o "Mês de Desgosto".  A viagem do "entrega tudo que eu gosto" do presidente Temer foi às vésperas do Dia da Pátria para mostrar sua força e poder dizer "Sou eu que mando, faço tudo que o Meirelles quer, Vou Vender o Brasil e Vou Ser Ovacionado". Em qualquer lugar decente as pessoas até vendem uma empresa ou outra, mas as Reservas Estratégicas só mesmo com muita desfaçatez. Enquanto até governos militares preservaram nossas riquezas, pelo menos algumas, a ordem do FMI, via Cris Lagarde é "Vendam tudo, que nós aumentaremos os juros, mas daremos algum benefício para vocês que mandam e desmandam". E assim, Vende-se tudo para arranjar uns trocadinhos, que de repente é uma "moeda virtual" que nem vai chegar à Terra Brasilis.
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Discurso exótico e cheio de trejeitos, com as mãos esvoaçando ao estilo Carmen Miranda o Michel vai falar muito e nada vai dizer, vai ser lamentável, digno de um enterro de indigente.  De fato vai ser ovacionado pelos 500 e poucos "parlamentares" e levar um engradado de ovos sulfúricos naquela cabeçorra mal feita.  Afinal estamos no " Dia da Independência" o Dia da Entrega Total, Real e Absoluta, onde se vende de tudo a qualquer preço, e principalmente em suaves prestações. Enquanto todos aqueles que deram suas vidas para o sonho de um país melhor estão se revolvendo em suas tumbas, em contrapartida a "base aliada" comemora com doses e mais doses de Don Pérignon e o belo caviar iraniano Beluga e nós pobres mortais talvez nem cachaça Marimbondo (aquela que morde o fígado) poderemos tomar e bebemorar num belo porre in memorian do Sonho Perdido.
Segunda dia 11/09, um dia depois do feriadão,  o que já não era bom vai conseguir piorar, o Brasil vai de maneira acelerada descer a ladeira econômica, afinal vivemos no Reino da Fantasia, no país do Simulacro e provavelmente iremos exaltar nossa "Independência" nossa soberania, nossas riquezas, nossas reservas que vão sumindo, desaparecendo como desaparece a luz do Sol, quando as sombras da noite escura prevalecem. Mais do que nunca estamos caminhando a passos largos para uma nova "Idade das Trevas" sem nenhuma perspectiva de sair de lá. Na luta de cada dia, com a desorientação calculada e planejada de Brasília não haverá vencedores nem vencidos, todos sairão derrotados.

30 de ago de 2017

VENDE-SE TUDO A QUALQUER PREÇO

TEMER VAI TER DE VENDER TUDO RAPIDAMENTE APÓS NOVAS DENÚNCIAS
O DIA SETE DE SETEMBRO FOI O DIA EM QUE MICHEL TEMER  E SEUS ALIADOS ENLAMEIARAM A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
ACUSAÇÕES DE JOESLEY REPERCUTEM E TEMER VOLTA PREOCUPADO
UM PAÍS À VENDA A PREÇO DE BANANA PARA TAMPAR UM ROMBO 
 
Negócio bom assim ninguém nunca viu
Tá tudo pronto aqui é só vir pegar
A solução é alugar o Brasil
                         Raul Seixas

O presidente Temer vai ter de apressar as vendas de nossas riquezas para satisfazer a cobiça dos deputados à espera de cargos, benesses e farto numerário para ter votos suficientes para se manter no poder. É a nossa "Democracia de Cooptação".
O Dia Sete de Setembro, seria o Dia  da Independência, mas é um dia de tristezas para os 205 milhões de brasileiros mas de imensa alegria para o grupo palaciano que vende o Brasil a suaves prestações.  Michel Temer esteve na China para vender tudo que puder, mas o presidente chinês que sabe da imensa crise que assola nosso país e que o Brasil está quase na falência está cauteloso e vai negociar e muito para baixar os preços. Depois das declarações de Joesley e de novas acusações que certamente virão, o "Produto Brasil", ou seja nossas riquezas, que Michel quer vender a qualquer preço  desvalorizaram,  o que deixou o grupo muito irritado e chegaram a discutir a possiblidade de  antecipar a volta ao país.
 Temer deu de presente uma camisa da seleção de futebol, um ato simbólico, mas em realidade está a vender nossas riquezas a preço muito abaixo de mercado.    O Brasil é um país com imenso território e um sem número de reservas de toda espécie. Mas uma a uma estão a ser vendidas a preço de bananas para tampar um rombo que não é de hoje, mas que de um ano para cá desde que um golpe, com aparência de legal colocou no poder um desgoverno que ao que parece veio com uma única finalidade, desmontar tudo que resta de nosso patrimônio. O regime militar com todos os defeitos procurou preservar algumas joias, como no caso da reserva ambiental assinada pelo general João Figueiredo e agora à venda a preço vil para tampar um imenso rombo e destruir nossa reserva florestal. Um presidente colocado no poder por um grupo que na sanha de arrecadar, com rara incompetência para gerir qualquer comércio de botequim, despeja discursos estapafúrdios que se assemelham à novilíngua do livro de George Orwell 1984, que chegou ao Brasil, ao que parece, para ficar por longo tempo.
O empolado e enrolado "supremo mandatário", que vive cercado por um raro grupo de suspeitos de todo o tipo de crimes de colarinho branco, uns poucos
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trancafiados e outros, em número maior a zombar da justiça com beneplácito de um grupo de togados que mais se assemelham a uma Família de Vampiros, mas que em realidade sugam todo nosso sangue. A palavra de ordem é Reforma. A ordem é votar a favor da aprovação a toque de caixa, sem a mínima participação da população. Para o grupo palaciano pra que a opinião de 200 milhões se tem a "máquina", isto é um talonário de cheques para cobrir qualquer ideologia, que a bem da verdade estão bem escassas em terras tropicais. E quando o talonário vai ficando no final, vendemos alguma coisa.  É um país surreal, que vive na base do simulacro onde muito se fala mas pouco se diz. Em uma país em que a cultura do descrédito foi implantada passo a passo, onde o número de abstenções na última eleição foi o mais importante, embora os "democratas" ainda ficam apregoando as maravilhas do sufrágio universal, que na prática é muito pouco universal e bastante antidemocrático. No século passado durante a posse de Fernando Collor, talvez o mais ilustre convidado Fidel Castro, em um de seus longos discursos respondeu a uma pergunta insistente : Porque não havia eleições em Cuba, da mesma forma que em muitos países?  Fidel calmamente respondeu que o modelo usado dá uma aparente sensação de ser democrático, mas é influenciado por vários fatores e vários comprometimentos em que dificilmente seria eleito o melhor candidato. Muitas vezes o marketing simula o melhor candidato, que de fato é o pior.
O Brasil, como nos versos do poeta popular "Vem descendo a Ladeira", com péssimas administrações, com gatunos investidos de poder, com representantes do povo que não representam nem eles mesmos. Estamos no reino do Fufuca, do Índio, do Gato Angorá, do Pezão, no reino em que "O Rabo abana o Cachorro" e do jeito que a carruagem caminha, estamos quase no fundo poço, com poucas perspectivas de salvação, nem a curto nem a médio prazo. A solução é vender o Brasil, então caminharemos sorridentes para uma ladeira onde o final é um buraco sem fundo onde não existem vencedores nem vencidos. Todos no Brasil sairão derrotados.

21 de ago de 2017

JACAREZINHO E A "GUERRA AO TRÁFICO"

A "GUERRA NO JACAREZINHO"DEVERIA SER REPENSADA PREJUÍZOS SÃO MAIORES DO QUE RESULTADOS
SETE MIL HOMENS DAS FORÇAS DE SEGURANÇA CERCARAM  JACAREZINHO E MAIS SEIS FAVELAS REDUTOS DO COMANDO VERMELHO
SOLDADO DO EXÉRCITO PRESO SOB SUSPEITA DE VAZAR INFORMAÇÕES
A "GUERRA AO TRÁFICO" NO JACAREZINHO UMA FAVELA CONSIDERADA ZONA VERMELHA SÓ TEM AUMENTADO A VIOLÊNCIA
 MORADORES FAZEM PROTESTO E  PEDEM O FIM DOS CONFLITOS DE SANGUE
Alô, alô W/Brasil, Jacarezinho, avião, Jacarezinho, avião,
Cuidado com o Disco Voador
W/Brasil (Chama o Síndico) Jorge Ben Jor

A "Guerra ao Jacarezinho" deveria ser repensada. Um aparato enorme de sete mil homens que paralisou vários bairros, que deixa uma enorme população de oito favelas com reflexo em seu entorno, cujo efeito maior é psicológico ao impor o medo não é a maneira exata de desbaratar ou sufocar o narcotráfico. As oito favelas atingidas pertencem à rede criminal Comando Vermelho. As facções rivais fazem a festa com o enfraquecimento do CV. Os maiores prejudicados são os civis, aqueles que trabalham de sol a sol e que somente como na canção "Só quero ser feliz e viver em Paz". Escolas, centros de saúde, comércio, vias de acesso, igrejas, enfim tudo fechado em uma batalha inglória onde não existem vencedores nem vencidos, todos saem derrotados.
Sete mil homens do Exército, Força Nacional, Policia Federal e Policia Militar fizeram um cerco ao Jacarezinho, Manguinhos, Mandela e outras favelas para sufocar o narcotráfico e principalmente prender bandidos culpados pela morte do policial Bruno da CORE. Ao que parece houve vazamento e o soldado do Exército Mateus Ferreira Lajes foi preso pela acusação de passar informações, desta forma a megaoperação não teve o êxito esperado, nenhum fuzil foi apreendido. Mais de vinte e sete mil  crianças estão sem aula há vários dias e as escolas deverão ficar fechadas, por tempo indeterminado um enorme prejuízo para a educação.
  O Jacarezinho é considerado um bairro desde 1992, mas tem ainda na maior parte de seu território características de uma favela. Com população estimada em 70 mil moradores tem uma via férrea em suas proximidades e uma das vias mais usadas Avenida Don Helder Câmara. É considerada uma das "Zonas Vermelhas", conceito formulado pelo general Nilton Albuquerque Cerqueira quando de sua passagem como secretário de segurança, conceito oriundo da  Escola Superior de Guerra-ESG para rotular regiões de alta periculosidade. Em outubro de 2012 foi implantada uma Unidade de Pacificação-UPP, mas que nunca conseguiu realizar sua finalidade que foi implantar a paz entre os moradores e os bairros limítrofes. A continuação do projeto de pacificação era implantar a UPP Social, que na realidade nunca saiu do papel, embora organismos internacionais em um Congresso em Medellin, Colômbia tenham premiado o projeto e seus responsáveis.
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  Desde os anos 70 que a Favela do Jacarezinho abriga um núcleo de violência, que não é uma característica somente da favela, mas de várias regiões da cidade do Rio de Janeiro. Um grupo de bandidos denominado Falange do Jacaré, oriundos da região, dominavam a ferro e fogo o presídio da Ilha Grande explorando outros presos quando após uma noite sangrenta foram exterminados por um outro grupo, que passou a dominar não só o presídio da Ilha, mas os outros estabelecimentos prisionais, a Falange Vermelha, embrião da rede criminal Comando Vermelho que apesar da concorrência ainda é a maior rede criminal do estado. Estima-se que mesmo com a implantação de uma UPP o narcotráfico, leia-se o CV, domina boa parte de seu território com mais de duzentos e cinquenta "soldados" muito bem armados, e um número incontável de colaboradores, alguns pelo fascínio das armas e outros pelo medo de serem hostilizados. Parte da população, mergulhada em um total abandono pelos governantes admira e mesmo em alguns casos idolatra os eventuais "donos do morro" como seus heróis, como no caso só para citar um exemplo de "Meio Quilo" cultuado até hoje como um verdadeiro herói. Paulo Roberto Moura, o Meio Quilo,  ficou conhecido ao chefiar o tráfico tendo por base o Jacarezinho. Ele pertencia ao Comando Vermelho e formava um trio com seus amigos Gregório, o Gordo e José Carlos Reis Encina, o Escadinha e ganhou muita notoriedade  ao ter um caso amoroso de grande repercussão na época com a bela jovem Maria Paula que era filha de um vice-governador. Meio Quilo tentou uma fuga espetacular da Frei Caneca em 1987,  seria  resgatado por helicóptero que foi abatido a tiros.  Foi levado muito ferido para o Hospital Souza Aguiar, morreu horas depois.    Era idolatrado pelos  moradores e  seria eternizado com uma estátua comemorativa para ser sempre reverenciado pelos locais. Mas a homenagem foi reprimida e a estátua foi destruída pelo aparelho policial após um intenso conflito. 
No Réveillon de 1988/1989 fui designado pelo jornal O Dia para fazer uma cobertura de como se diverte um morador do Jacarezinho na passagem do ano. Eu, a repórter e o motorista fomos escorraçados, apesar da tentativa de dialogar. Se fosse hoje, nos tempos cinzentos do século XXI não estaria aqui ao escrever essas linhas. Teria sido executado. Os tempos são outros. A descrição da aventura de cobrir um final de ano em uma favela sem nada ter sido acertado está descrito em post  no blog Insider2  com o título "Um Réveillon no Jacarezinho" em postagem recente. 
O Jacarezinho pode ser analisado como uma implantação de um projeto em uma grande favela pode não atingir seus objetivos. Aqui a pacificação não veio e a violência tem atingido índices insuportáveis há algum tempo. Os confrontos tem sido diários com muitas vítimas entre mortos e feridos, principalmente depois da morte do policial civil da CORE Bruno Guimarães Buhler em uma incursão policial. Invasões pelas forças de segurança tem se sucedido para prender os assassinos do policial. Tem havido forte resistência dos narcotraficantes que estão espalhados pela imensa favela plana, ao redor do rio Jacaré, que corta boa parte do Jacarezinho e ainda recebem um apoio de homens e armas dos aliados da vizinha Favela de Manguinhos, dominada pela mesma rede criminal.  Moradores falam que a "Operação Jacarezinho" é uma vingança policial pela morte de Bruno, muito querido por seus muitos amigos  e que as invasões vão causar muitas mortes de pessoas inocentes que só querem viver suas vidas sem ser ameaçados. A quase totalidade dos moradores só espera  poder sair para seus locais de trabalho e poder voltar em paz para suas casas à espera de dias melhores que nos seus pensamentos terão de vir, nem que seja em um futuro tardio.

obras do pac

obras do pac
inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna