8 de set de 2010

Largo do Boiadeiro um bom programa aos domingos

 UM PONTO DE ENCONTROS NA ROCINHA NAS MANHÃS DE DOMINGO
OBRAS PROMETIDAS PELO PAC-1 NÃO FORAM FEITAS
AGORA COM O GOVERNO TEMER OBRAS NUNCA MAIS, O LARGO VIROU PONTO DE MOTO-TAXI 

fotos Alcyr Cavalcanti all rights reserved
A Feira aos Domingos no Boiadeiro é um ponto de encontro para encontrar produtos típicos do Nordeste e um bom passeio nas manhãs de domingo. O Largo do Boiadeiro esperou as prometidas obras que iriam transformá-lo. As obras prometidas em sucessivas campanhas eleitorais não saíram do papel. Agora com o impedimento de Dilma Roussef e o governo Temer é que nunca mais serão feitas, devido ao corte de verbas nas obras do PAC.  O Largo em vez da urbanização ganhou um ponto de moto-taxi. O Largo do Boiadeiro também é o ponto comercial da Rocinha, onde muitos negócios são feitos acompanhados de uma dose de Marimbondo, a cachaça que segundo Pedrinho um cearense filho de Ipú que já foi dono do 03, é a bebida que morde o fígado e clareia as ideias. É também uma passagem obrigatória para quem deseja se dirigir para o alto da favela sem usar veículo de locomoção caminhando a pé através de suas estreitas vielas. No Largo existem mais de uma dezena de pequenos bares, uma churrascaria, que dizem que já foi do Denys, o "chefe do morro" durante mais de uma década, um armazem com produtos do Nordeste, barracas que vendem desde animais abatidos a "ervas de santo" para curar males do corpo, mas principalmente os males da alma. Existe também uma igreja católica e um prédio de três andares. Aos domingos no Largo é montada uma grande feira com produtos nordestinos, a segunda maior do Rio, que rivaliza com a Feira de São Cristóvão. A feira aos domingos é também um grande ponto de encontro das pessoas que moram nos 17 sub-bairros da favela com amigos e parentes que migraram para outras localidades, animados pelo som de violeiros e repentistas, discípulos do Cego Aderaldo, o maior de todos. Mas nem todos gostaram das mudanças ocorridas na feira. Moradores mais antigos entre eles Antonio Trajano,velho patriarca que foi lider comunitário durante vários anos reclamam da pretensa modernização da feira, da perda de suas verdadeiras raízes, da transformação da venda somente de produtos nordestinos em uma "feira livre" desde quando a feira, como aliás muitas coisas no morro passou a ser controlada pelos meninos do movimento. Os feirantes passaram a pagar um pequeno imposto ao "dono do morro" para poder funcionar conforme as leis da localidade. É o velho lema: "Manda Quem Pode, Obedece Quem Tem Juízo".

foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved

Os moradores da Rocinha estão desiludidos e já perderam a paciência com as prometidas obras de urbanização, que iriam transformar o Largo em uma bela praça. conforme promessas feitas pelo governo federal no Programa de Aceleração do Crescimento-PAC há nove anos atrás, mas até agora nada foi feito.

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obras do pac

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inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna