3 de ago de 2013

CASO AMARILDO, POLICIAIS DA UPP SÃO SUSPEITOS

atualizado em 12/08/2013

Moradores da Rocinha descem o morro para protestar
Após quase um mês os moradores continuam perguntando: "Onde está Amarildo?". As investigações continuam, passaram da 15a DP na Gávea chefiadas pelo delegado Orlando Zaccone para o delegado Rivaldo Barbosa da Divisão de Homicídios. As autoridades policiais não chegaram a nenhuma conclusão, com opiniões em conflito o que pode abrir uma crise de autoridade no inquérito. Enquanto o delegado Ruchester Marreiros acusa a família de Amarildo (o pedreiro inclusive) de ligações com o narcotráfico, o delegado Orlando Zaccone ficou revoltado com as declarações e postou em uma rede social: "Criminalizar Amarildo e sua família é uma tentativa desesperada de legitimar a violência e o desastre da guerra às drogas" e comparou a afirmação às infelizes e fantasiosas declarações da existência de armas químicas no Iraque, um mero pretexto para uma invasão armada e um extermínio seletivo. Uma gravação em vídeo de câmera situada na Rua2 mostra Amarildo sendo levado para a UPP por policiais militares. Foi a ultima imagem do pedreiro. As câmeras da Unidade Pacificadora estavam desligadas, ou com defeito. Os moradores estão revoltados com as acusações e fizeram ato no Dia dos Pais protestando com as declarações do delegado Ruchester. Para Elisabeth é tudo uma grande farsa para encobrir a verdade, e revoltada garantiu que não vai descansar enquanto o assassino não for preso e entregue à justiça.

Na quinta feira 01/08 os moradores bloquearam o acesso ao Túnel Zuzu Angel, a principal ligação da Zona Sul com Barra da Tijuca causando um enorme engarrafamento. As duas pistas da autoestrada Lagoa Barra foram tomadas por centenas de manifestantes que cobravam das autoridades uma resposta para o desaparecimento do morador da Rocinha.


Elisabeth Gomes mulher de Amarildo não acredita que Amarildo esteja vivo, e reclama da incapacidade da policia em dar uma solução para o sumiço do pedreiro. Ela vive sob forte tensão e teme ser executada como vingança, e pede a proteção de seus vizinhos da Rua Dois. Na quinta feira Elisabeth e vários moradores fizeram orações e acenderam velas em memoria ao seu marido. Junto com as orações os moradores gritavam :"O povo quer justiça, mas quem manda é a policia" e pediam a retirada da UPP, para eles a única culpada pelo desaparecimento.
Elisabeth Gomes esposa de Amarildo

O apelo dos moradores chegou até Brasília, a ministra Maria do Rosário da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica afirmou que a policia é a principal suspeita do desaparecimento do pedreiro Amarildo, para ela "A situação de Amarildo não pode cair em uma amplitude tal, que tenhamos como resposta que muitas pessoas estão desparecidas após abordagem policial. A primeira suspeição que devemos ter é a de responsabilidade pública pelo desaparecimento dele" cobrando providências. As palavras não soaram bem aos ouvidos do secretário Mariano Beltrame que embora respeitando a opinião da ministra acha que qualquer afirmação seria leviana antes da conclusão das investigações, embora o desparecimento tenha ocorrido há quase três semanas e nada tenha sido esclarecido. O secretário esqueceu um detalhe, a PM tem atuado com extrema violência, principalmente nas favelas cariocas. Deisi de Carvalho não mora na Rocinha, mas veio se juntar às centenas de vítimas da violência policial. Ela teve seu filho André Luiz morto por agentes do DEGASE após ter sido espancado.



Os protestos se estendem a todo o Brasil, atingem a cúpula da policia, o coronel Erir Costa Filho é exonerado por Beltrame para acalmar a opinião pública, mas a pergunta que não quer calar fica sem resposta:
"Cabral/Beltrame, onde está Amarildo?"
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