1 de out de 2013

ROCINHA: PROMESSAS, APENAS PROMESSAS



A verdade da promessa ou o prognóstico depende da veracidade e também da autoridade de quem a pronuncia
Pierre Bourdieu     

PROMESSAS CONTINUAM E PREFEITO DIZ QUE PARA ACABAR COM A VIOLÊNCIA VAI DAR "BANHO DE LOJA"
AS UNIDADES PACIFICADORAS FRACASSARAM E O PAC-2 E PAC-3 FICARAM NO ESQUECIMENTO

foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved

A Rocinha parece um santuário, a terra das promessas, muitas promessas, onde trabalhadores, bandidos e falsos heróis caminham lado a lado, fazendo de conta que acreditam em tudo aquilo que lhes é apresentado. Por um estranho fenômeno se assemelha a um vulcão aparentemente adormecido que pode entrar em ebulição de uma hora para outra, deixando um rastro de destruição.
O atual, prefeito bispo Crivella que visitou á favela no ´sétimo dia de tiroteios disse que é hora de "trocar as lâmpadas" e que vai dar um banho de loja na Rocinha. Crivella tem bases eleitorais sólidas na Rocinha, em uma das eleições teve transito livre para circular e panfletar em seus 16 sub bairros. Além do mais a Igreja Universal, da qual ele é uma das pessoas mais influentes tem um templo na entrada da localidade, o Largo da Macumba. Quem conhece bem as diversas áreas da favela, considerada bairro por decreto é o atual governador Luiz Fernando Pezão, que na época de vice-governador de Cabral era um "supervisor das obras" e visitava com bastante frequência e muita intimidade a parte baixa da Rocinha.
Desde a matança em serie no ano da graça de 1988,onde os "donos do morro" foram mortos sem dó nem piedade em "autos de resistência", muitas promessas foram feitas, algumas poucas foram cumpridas, muitas não. A UPP SOCIAL não saiu do papel, os índices de tuberculose e os casos de leptospirose são alarmantes, o desemprego principalmente entre os jovens é muito alto. O saneamento do Valão faz lembrar a dinheirama que escoou pelo ralo na época das obras do "Valão de Ouro".
Foto Alcyr Cavalcanti allrights reserved

A prometida pacificação apesar da implantação de Unidade Pacificadora-UPP primeiro passo para a UPP SOCIAL está longe de ser realizada. A simples troca de um oficial PM da chamada linha dura por uma mulher de voz suave e hábitos contidos não basta para trazer a tão almejada paz. A policia militar foi feita e desenvolvida como uma unidade de combate preparada para o enfrentamento, preparada para a guerra e não para a paz e harmonia. Voltando ao ano emblemático de 1988, a ocupação do "Flipperama da Rua 2" com a instalação de um posto policial, um DPO nada adiantou, o narcotráfico continuou e continua vendendo seu produto nas centenas de vielas da favela. A Rua 2 continua como um dos maiores pontos de venda de drogas a varejo em toda cidade, apesar da presença de centenas de policiais na localidade. Tiroteios constantes trazem pânico aos moradores. Os "arquivos mortos", de milhares de casos não esclarecidos continuam sem solução. Já basta o "Caso Amarildo" não por acaso morador da Rua 2 que vem se arrastando há meses, mas que ninguém consegue resolver.

foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved
crianças ainda brincam, apesar da violência sem fim

Depois dos casos de torturas, estupros, pessoas indo pro saco em busca de informações, métodos medievais usados por uma policia despreparada que afirma aos quatro ventos que veio implantar a paz e promover a cidadania fica uma pergunta no ar: Para que serve a UPP?

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obras do pac

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inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna