8 de nov de 2013

DIREITOS HUMANOS EM TEMPOS DE UPPs

As Unidades de Policia Pacificadora, Direitos Humanos e a Prática do Extermínio
atualizado em 20/10/2014

Art.I: Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espirito de fraternidade.
Declaração Universal dos Direitos Humanos ONU 1948
NAS FAVELAS OCUPADAS A PAZ AINDA NÃO VEIO

Estamos comemorando 66 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos criada pela ONU em 1948. No entanto há muito pouca coisa para comemorar, principalmente no Estado do Rio de Janeiro. A politica de segurança tendo como carro-chefe as UPPs não tem trazido a prometida pacificação. As invasões e ocupações pelo aparato repressivo tem se sucedido trazendo medo e insegurança entre os milhões de moradores das localidades cariocas. Desde a invasão e ocupação pelas forças de segurança em novembro de 2011, que a Rocinha vive esperando a tal almejada paz e harmonia. O "dono do morro" Antonio Bonfim, o Nem foi preso e "escrachado", exposto aos milhares ou milhões de espectadores de forma espetacular. Para as autoridades o problema estaria resolvido, preso o chefe do tráfico, fonte de todos os males, tudo iria caminhar em paz e os moradores da "maior favela da América do Sul" poderiam viver livremente felizes para sempre. Mas não tem sido bem assim, chefes do tráfico tem sido presos mas a venda de drogas continua não só nas bocas de fumo das favelas, mas também em toda a cidade. O "movimento" vai se deslocando com extrema rapidez.


O caso Amarildo veio trazer á tona velhas mazelas, velhos problemas. As velhas práticas solidamente arraigadas permanecem, a tortura como prática de interrogatório para arrancar confissões tem sido usada como "´método de interrogatório intensivo", fazendo lembrar épocas sombrias que deveriam estar definitivamente sepultadas. A venda de drogas a varejo continua. tiroteios constantes vem assustando os moradores, principalmente após o toque de recolher na parte alta da favela na Rua Um, no Laboriaux e recentemente no Valão, uma das principais vias de acesso da favela. Para as autoridades aconteceu um "racha" entre o bando do Nem. John Wallace da Silva o Johnny e Luiz Carlos Jesus o Djalma lutam pelo controle dos pontos de venda de drogas, e pelo refino da pasta de coca, que após uma longa viagem desde o altiplano dos Andes chega misteriosamente à Rocinha. Será que a velha e funesta prática de dividir para reinar interessa a todos ou apenas a um grupo que quer fazer uma "cortina de fumaça" às vésperas de uma eleição que se aproxima? A Rocinha está estrategicamente situada entre dois bairros de IPTU muito alto, Gávea e São Conrado não tendo limites definidos com os dois bairros. Por outro lado tem uma imensa população, ainda de números exatos indefinidos. Há quem diga 75 mil moradores, há quem fale em mais de 180mil. De qualquer forma numero bem maior do que muitas cidades brasileiras. Apesar do governador Cabral ter afirmado em discurso feito em inicio de mandato pregando um radical controle de natalidade, que seria a solução, as jovens mães da Rocinha continuam criando seus filhos na esperança de dias melhores que ainda hão de vir, apesar de promessas não cumpridas por autoridades que só visitam a "Roça" em época de eleições prometendo o que sabem que não vão cumprir.
Enquanto isso os moradores continuam com a paciência no limite esperando as tão prometidas obras do PAC2,a urbanização que não veio e temerosos de uma nova onda de remoções visando a especulação imobiliária.

a micro área roupa suja espera urbanização e saneamento

obras do pac

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inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna