9 de jul de 2014

O SONHO VIROU PESADELO

CEM DIAS DEPOIS DOS 7X1
A CBF comemora a vitória sobre Argentina e planeja uma desforra contra a Alemanha, para tentar apagar a maior derrota de todos os campeonatos do mundo. Nunca uma seleção campeã foi tão humilhada, mas para os cartolas da CBF nada mudou. A humilhante derrota por 7X1 vai ficar até o fim dos tempos.

A seleção de Felipão sofreu o maior vexame, a maior vergonha que uma seleção campeã poderia sofrer. Foi derrotada por 7X1 sem esboçar nenhuma reação. A seleção parecia anestesiada, abestalhada, ou se preferirem dopada. Da chegada no ônibus aparentemente em triunfo ao som da batucada, á uma derrota acachapante em menos de duas horas, deixou bilhões de espectadores perplexos sem acreditar no que viram. Quem assistiu aos jogos da seleção brasileira já iria prever um jogo muito difícil contra a seleção alemã. Enquanto eles vem se preparando desde a derrota de 2006, nossos dirigentes e jogadores continuavam a repetir que somos os melhores do mundo, tentando ganhar no improviso e na "mutreta". A derrota era inevitável, era uma derrota anunciada desde a estreia do Brasil contra a Croácia, uma seleção porte médio, mas que vencemos com um pênalti inexistente com ajudinha do juiz. E assim nos classificamos aos trancos e barrancos batendo uma seleção africana que se recusava a treinar e a entrar em campo se não recebesse um caminhão de dinheiro. Assim entre ajudinhas dentro de campo e adversários mercenários passamos pelo Chile, uma das melhores seleções das Américas com outra ajudinha, desta vez com muita sorte. Poderíamos ter perdido o jogo, se não houvesse a trave. Na entrevista coletiva depois da derrota para a Alemanha o técnico Luis Felipe Scolari tentou explicar o inexplicável, a derrota humilhante que frustrou o sonho de 20 milhões de brasileiros que ainda acreditavam que éramos os reis do futebol.

A verdade é que há muito tempo não somos os melhores. A seleção de 1994 ganhou nos Estados Unidos sem convencer. Vencemos depois de um OX0 no tempo normal e na prorrogação com um pênalti mal batido por Roberto Baggio que foi parar nas nuvens. Se assim não fosse voltaríamos para a casa sem a taça, apesar de termos uma dupla de ataque espetacular Romário e Bebeto. Hoje estamos restritos às jogadas de Neymar e ao esforço defensivo de David Luiz. Felipão tinha na mão um time limitado, dependendo de um único jogador, e sem substitutos à altura. As mudanças não deram, e nunca dariam certo. A prova foi a entrada de um atacante muito leve, e inexperiente como Bernard, que não funcionou. A realidade é que não temos mais jogadores fora de série, o campeonato brasileiro de clubes tem mostrado que muitas vezes os melhores jogadores são importados, ou em retorno do exterior em final de carreira, além do mais há muito tempo não tínhamos jogadas ensaiadas. Só treinamos cruzamentos na área o famoso "chuveirinho" As palavras de José Maria Marin soaram proféticas : "Se vencermos vamos ao paraíso. Se perdermos vamos todos para o inferno".
E assim foi a "Copa das Copas" um sucesso para a FIFA, um pesadelo para duzentos milhões de brasileiros, um inferno para muitos.
O sonho acabou.
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