15 de out de 2014

GRAÇA FORSTER PEDE DEMISSÃO E AUMENTA A CRISE

PEDIDO DE DEMISSÃO DE MARIA DAS GRAÇAS FORSTER E CINCO DIRETORES PREOCUPA DILMA

Graça Foster anunciou pelo telefone para a presidente que cinco dos sete diretores não aceitaram ficar simbolicamente, fazendo apenas figuração até o mês de março. Várias obras estão suspensas ou funcionando em ritmo lento como na Refinaria Abreu e Lima, uma das principais da Operação Lava-Jato. A COMPERJ terá também terá investimentos cortados.
A cada dia aparecem novidades na Operação Lava-Jato, onde todos sem exceção são suspeitos. Venina Fonseca fez declarações bombásticas que tiraram o sono de toda a atual diretoria, que habilmente contra atacou negando as acusações. Enquanto isso o procurador-geral da República pede demissão de toda diretoria.
O procurador-geral da República Rodrigo Janot disse que "é necessário a prisão de corruptos e corruptores e que devolvam os ganhos espúrios que engordaram suas contas". Pediu também a demissão de toda a atual diretoria da Petrobras.


A Petrobras foi criada após muita luta no dia 03 de outubro de 1953 pelo presidente Getúlio Vargas. Sua historia e suas lutas se confundem e fazem parte da historia do Brasil. Ela permanece firme, apesar da enxurrada de denuncias de seu ex-diretor Paulo Roberto Costa envolvendo mais de trinta políticos, alguns deles reeleitos como Renan Calheiros e três governadores entre eles Sergio Cabral que está fora da disputa, mas que pretende colocar seu preposto Luiz Fernando o Pezão, seu companheiro de fé e irmão camarada de grandes negócios. Em dias atuais duela com grandes conglomerados petrolíferos como a EXXONMOBIL dos Estados Unidos com capital de U$558.800.000 e detém um cobiçado capital de U$256.325.000, o que nos causa orgulho e muita preocupação com os rumos que tem sido tomados nos sucessivos governos, principalmente pelos recentes Leilões de Petróleo e pela indefinição do processo eleitoral.

A cada dia surgem novas denuncias na "Operação Lava Jato causando perplexidade e apreensão a toda a sociedade. É necessário a apuração minuciosa de todos os fatos para que fique nenhuma dúvida sobre a nossa maior empresa e seus administradores. Não só o ex-presidente Lula, mas todos estão fartos da enxurrada de denuncias que infestam o noticiário. Esperam todos que sejam comprovadas, e não meros factóides, e que os envolvidos sejam punidos exemplarmente.

11 de out de 2014

A POLÍTICA DE SEGURANÇA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

"Pra mim tanto faz o tráfico ou a policia, eu não posso expulsar o tráfico, tenho de conviver com ele. Mas se houvesse uma policia honesta, eu escolhia a policia. Por enquanto eu confio mais no tráfico que na policia"
JX morador da Rua2 na Rocinha.

PROJETO DAS UPPS NÃO TEM DADO CERTO E NÃO CONSEGUIU SEU OBJETIVO
A "GUERRA DO RIO" FOI INTENSIFICADA COM A ENTRADA DO PCC NAS FAVELAS CARIOCAS
Photo Alcyr Cavalcanti all rights reserved
A política de segurança praticamente acabou no Estado do Rio de Janeiro com a falência do RJ. O projeto de pacificação praticamente acabou por estar baseado no falso conceito de "Guerra às Drogas".  A crise da segurança e a serie de confrontos entre as redes criminais sepultaram em definitivo um projeto que na prática pouco funcionou.  O então secretário José Mariano Beltrame pediu demissão da Secretaria de Segurança do Estado após seguidas divergências com os administradores do Rio de Janeiro que não cumpriram promessas feitas em sucessivos palanques eleitorais .  Mariano Beltrame há tempos atrás foi obrigado a mudar a estratégia de ocupação em favelas consideradas "zonas vermelhas", com a saída dos 3mil homens do Exercito e da Marinha, para a entrada de apenas 400 policiais com armamento bastante inferior. A Maré está em permanente conflito, as três redes criminais disputam a venda de drogas nas 16 favelas da região. Vai ser feito um cerco para evitar a entrada e saída de bandidos e  drogas dos integrantes do Comando Vermelho, Amigos dos Amigos e do Terceiro Comando que lutam pelo controle de território.
OBRAS DO PAC-2 NÃO SAIRAM DO PAPEL
A prometida pacificação e as consequentes obras de saneamento e urbanização não vieram. O número de pessoas vitimadas em tiroteios tem aumentado, Crianças são atingidas, como o menino Eduardo de Jesus de apenas 10 anos morre com um tiro na cabeça da arma de um policial na Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão.  O governador Luiz Fernando Pezão prometeu abrir vagas para 12 mil policiais, um aviso de que vem mais repressão, mas ao contrario de intensificar o combate deixou a policia ao Deus dará sob alegação da falta de dinheiro.  Enquanto isso tiroteios são constantes, crianças ficam sem aulas tanto em favelas ditas pacificadas, como nas outras ainda não ocupadas pelo aparato policial.
Photo by Alcyr Cavalcanti all rights reserved
O coronel Alexandre Fontenelle chefe do Comando de Operações Especiais da PM foi preso por envolvimento com pratica de suborno e extorsão não foi um caso isolado envolvendo policiais militares. Os últimos acontecimentos envolvendo oficiais superiores da Policia Militar põem em duvida a propalada eficiência das Unidades de Policia Pacificadoras-UPP. A ideia predominante que rege a politica de segurança é que existe um inimigo que deve ser exterminado a qualquer preço, não importa quais sejam os métodos utilizados. O inimigo ficaria enquistado nos morros e favelas cariocas,uma ideia antiga que vem desde 1995 com a nomeação do general Nilton Albuquerque Cerqueira o "Cerqueira Branco" com a implantação da Lei de Segurança Nacional adotada desde 1964, para combater os inimigos do governo na época. As UPP seguem á risca a cartilha da LSN e o alvo atual são as favelas cariocas classificadas como Zonas Vermelhas, ou de alta periculosidade que devem ser combatidas a qualquer preço, e isoladas dos bairros localizados no "asfalto". São mais de 1.000 favelas e unidades habitacionais no Rio de Janeiro daí a dificuldade em uma ocupação total e definitiva para acabar com o fantasma do narcotráfico, um fenômeno globalizado existente em quase todas as grandes cidades. O narcotráfico envolve quantias astronômicas e a extorsão que o sociólogo Michel Misse chama de "mercadoria política" é uma prática generalizada que envolve muita gente em vários setores. De tempos em tempos tem vindo a público comprovações de suborno envolvendo autoridades policiais que utilizam o aparelho de estado em proveito próprio. Testemunhas são torturadas para arrancar confissões, e como no Caso Amarildo desaparecem em uma queima de arquivo.

Photo Alcyr Cavalcanti "Caso Amarildo" all rights reserved
A finalidade das Unidades seria trazer a tão almejada paz e harmonia, mas ao invés estão trazendo insegurança, assaltos, sequestros, aumento de ocorrências policiais em cidades próximas como Niterói e São Gonçalo, onde os índices de criminalidade são alarmantes. Nas favelas ditas pacificadas a violência predomina. A tão prometida melhoria das condições de vida dos moradores, com a construção de creches, escolas, postos de saúde, urbanização ficaram como promessas, que não foram feitas, mas repetidas novamente na véspera das eleições. Moradores protestam acuados, tiroteios são constantes, policiais e inocentes são mortos, escolas ficam sem aulas. Fica uma pergunta: "Para que serve a UPP?"

7 de out de 2014

ROCINHA NÃO ELEGEU NENHUM CANDIDATO

A MAIOR VOTAÇÃO FOI PARA VALDEMAR DO GÁS
Valdemar (esq) e Claudinho da R1

A "maior favela da América do Sul" não escolheu nenhum dos candidatos a deputado que tenha residência na localidade, para ocupar um cargo na ALERJ. Os moradores esperam que Carlos Osório e André Lazaroni candidatos que tiveram expressiva votação na comunidade cumpram suas promessas. A ultima vez em que a Rocinha elegeu representante local foi para a eleição para vereador de Claudinho da R1 que não conseguiu completar seu mandato, faleceu após complicações cardíacas. O candidato mais votado entre os residentes na favela foi Valdemar do Gás do PRP com 5.324 votos, insuficiente para ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Seu partido (PRP) não consegui eleger nenhum candidato. Valdemar foi vice de Claudinho na chapa vencedora da UPMMR. Entre os mais votados na favela Carlos Roberto Osório ex-secretário municipal com apoio de Eduardo Paes e com ajuda de uma campanha milionária(70.835 votos)e André Lazaroni com 44.473 votos, ambos do PMDB.O deputado Marcelo Freixo (PSOL) foi o campeão de votos em todo o estado com 350.408 votos, 4733 votos na favela, bem menos do que Valdemar do Gás morador da Vila Verde. O candidato a deputado federal Marcelo Sereno do PT que fez campanha na Rocinha não conseguiu ser eleito, teve pouco mais de 24 mil votos.

Adelson Guedes (PT) conseguiu 3789 votos contou com apoio de Lindberg Farias candidato a governador pelo Partido dos Trabalhadores que não conseguiu passar para o segundo turno. William da Rocinha conseguiu apenas 2107 votos mesmo com apoio do senador Marcello Crivella do PRB. Os moradores esperam que os candidatos eleitos Osório e André Lazaroni tenham sensibilidade para ouvir os moradores, e as promessas de campanha não sejam apenas promessas.

4 de out de 2014

30 MIL FAZEM CERCO ÀS FAVELAS

MUITAS PRISÕES NA BOCA DE URNA
O Cerco às Favelas Começou Sexta Feira
Forças Armadas na entrada do Morro do Alemão

O cerco começou sexta feira, segundo o secretário Mariano Beltrame, para garantir as eleições. Forças Armadas também estarão de prontidão para evitar protestos que poderiam por em risco as eleições 2014. Tiroteios constantes em favelas onde foram instaladas unidades pacificadoras colocam em xeque a eficiência da politica de segurança do Estado do Rio de Janeiro. Na cidade de Niterói onde os índices de desenvolvimento eram os maiores do Brasil, a migração de bandidos de áreas invadidas pela força policial tem levado pânico e insegurança aos moradores, acuados sem saber a quem recorrer. Tiroteios, assaltos, sequestros, ônibus incendiados acontecem diariamente sem que os responsáveis pela segurança, leia-se Pezão/Beltrame apresentem nenhuma solução a curto prazo.
Policiais militares na entrada do Morro São Carlos no Estácio
O velho mito da favela como um reduto de marginais continua, o cerco cirúrgico é estabelecido sem que os índices de criminalidade diminuam, apesar de estatísticas pouco confiáveis.


O governador Luiz Fernando Pezão candidato á reeleição tenta justificar as recentes situações de conflito como um ato desesperado por parte dos narcotraficantes, o que não parece ser verdadeiro. O narcotráfico continua atuando em todo o estado, inclusive em favelas ocupadas pelas unidades pacificadoras. A analise feita pelo candidato Lindbergh Farias é que "houve um erro estratégico cometido pelas autoridades em não ter reforçado a investigação para que os criminosos fossem presos e não migrassem ou tentassem retornar para retomar seus territórios como está acontecendo". Para a socióloga Julita Lemgruber da Universidade Candido Mendes "o aumento de confrontos em favelas reflete a exaustão do atual modelo de segurança". Ao que parece as Unidades de Policia Pacificadora não conseguiram trazer a paz e harmonia para a população do Estado do Rio de Janeiro.

obras do pac

obras do pac
inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna