23 de fev de 2015

CARNAVAL CARIOCA E A CHARGE PROIBIDA

A IMAGEM PROIBIDA FAZ ALEGRIA DOS BLOCOS

O carnaval 2015 foi a apoteose do capital. Quem tinha dinheiro divertiu-se à balda, quem não tinha nada ficou "batendo palma pra doido dançar". A ganancia, um desejo desenfreado de lucro a qualquer custo foi a tônica da Folia 2015. Os preços que já estavam no alto dispararam para a estratosfera, os vendedores de todas as categorias para todas as frações de classe enlouqueceram, como se não houvesse amanhã. O pavor da recessão criou o estranho fenômeno de preços exorbitantes. Cerveja foi vendida em alguns bares a R$ 12,00 a garrafa, uma dose simples de whisky servida em dedal foi vendida a R$30,00, churrasquinho de gato a R% 12,00. Mesmo assim foi um sucesso fazendo a alegria dos governantes e dos comerciantes que tiraram a forra da queda de vendas no Natal. A buraqueira estendida a toda cidade enlouqueceu os cariocas, que enfrentaram horas e horas em engarrafamentos quilométricos para chegar até o Centro ou até Ipanema, onde se concentravam os foliões.
No carnaval a charge proibida é só alegria

Foi também o Carnaval do selfie a auto foto, o ápice do narcisismo em tempos de pós-modernidade Há alguns anos atrás a alegria era autentica o povão botava o bloco na rua, literalmente em quatro dias de folia. Começava às nove da manhã de sábado oficialmente, embora o Bloco dos Cornélios do Clube Democráticos insistisse em começar seu desfile na saída do baile às cinco da manhã.O carnaval terminava na terça feira. A quarta era de cinzas, de descanso para curar a ressaca e voltar ao dia a dia, quem desobedecesse era cadeia. O desfile das Escolas de Samba primavam pela simplicidade e por sambas enredo com muita poesia, sempre com dois compositores como no samba do Império Serrano que uso na epígrafe, uma autentica obra prima.
desfile da império da tijuca av.presidente vergas 1971

O samba da Beija Flor foi um arranjo, um mix de dez compositores, para agradar a todos, com um porém, não agradou a ninguém, vai cair no esquecimento. Não havia ainda o Sambódromo, e o desfile principal era na Avenida Presidente Vargas, cantando nossa cultura ou satirizando os desmandos dos políticos. Em um Carnaval de dez dias a cidade parou para festejar esquecer o desgoverno, o Petrolão, o "arco de alianças" a apoteose da roubalheira

Acabou a Folia. Fica na cabeça de todos o samba antigo da União da Ilha "O que será do amanhã"?
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obras do pac

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inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna