19 de mai de 2015

A "GUERRA DO RIO" CONTINUA

O CRIME É DESORGANIZADO E A POLICIA CONSEGUE SER PIOR
Existe um crime organizado, alguns são presos e outros não.
O Estado tem interesse em organizar o crime
Não é o crime que se organiza a si mesmo
    Padre André Hombrados, 2008
EXÉRCITO SAI DA FAVELA DA MARÉ. TIROTEIOS VÃO AUMENTAR
CHEFE DO CV DÁ ORDEM PARA TRAFICANTES SOLTAREM SETE POLICIAIS

Três mil homens do Exército e da Marinha que ocupavam o Conjunto de Favelas da Maré são substituídos por apenas 400 policias, para ocupar uma das áreas mais conflagradas do Rio de Janeiro. No Conjunto de Favelas três redes criminais Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigos dos Amigos lutam por tomada de território e para o domínio da venda de drogas. Há menos de uma semana traficantes da rede criminal Comando Vermelho humilharam a policia tomaram armamento dos PMs e disseram aos berros para todo o morro ouvir: "Aqui nós mandamos" um aviso de quem domina o território.  Horas depois,  ordens para soltar os sete policiais rendidos pelos traficantes do Morro do Fallet em Catumbi no inicio da noite de sexta dia 26/06 partiram de lideranças do Comando Vermelho presos em Gericinó. Seis bandidos renderam os PMs da UPP do Fallet e tomaram suas armas, que horas depois foram obrigados a devolver. O fato causou enorme constrangimento à cúpula da Secretaria de Segurança. Há dois dias atrás o sargento PM Tarsis Dória, 40 anos, foi morto por traficantes do Morro do Zinco, no Complexo do São Carlos no inicio, da manhã de quinta 25/06 quando se dirigia para uma tendinha para comprar café. Era lotado na UPP. Mesmo ocupado pela policia os tiroteios tem sido constantes e a tomada por pontos de venda de drogas continua.
Muito se fala em "crime organizado", mas no Rio de Janeiro quando analisamos sua face mais visível o narcotráfico, o que parece acontecer é uma grande desorganização no chamado mundo do crime, acirrado pela disputa dos pontos de venda de drogas, a varejo, e consequente domínio territorial que tem deixado os órgãos de segurança sem saber o que fazer. Amigos de hoje, inimigos de amanhã, conforme interesses eventuais, onde alianças são formadas e se desfazem com rapidez. É um salve-se quem puder visando somente as altas taxas de lucro resultantes da venda das "mercadorias do prazer". As disputas acontecem não só entre a maiores redes associativas Comando Vermelho, Terceiro Comando e Amigos dos Amigos, mas em algumas ocasiões dentro das próprias redes, onde as dissidências são formadas, fazendo lembrar alguns grupelhos de uma falsa esquerda. O espírito de solidariedade frente às condições sub humanas que  motivou a criação da Falange Vermelha não mais existe, apenas uma corrida desenfreada pelas altas taxas de lucro uma verdadeira "indústria do crime". De uns anos até os dias de hoje houve um crescimento de grupos chamados Milícias, formados por policiais, ex-policiais, bombeiros agindo à margem da lei e cobrando taxas de proteção. Quem não pagar é sentenciado à expulsão de sua comunidade, ou mesmo à morte como castigo exemplar.


O narcotráfico é um fenômeno mundial. A ONU realizou em 1999 uma reunião para analisar e apresentar soluções para enfrentar o aumento dos níveis de criminalidade em todos os continentes, a "globalização do mal". O encontro foi em Palermo, na Itália onde especialistas de todo o mundo se reuniram na Convenção das Nações Unidas Contra o Crime Organizado, mais conhecida como Convenção de Palermo. No Brasil as normas foram adotadas em forma de decreto lei de março de 2004. No Rio de Janeiro, a política adotada é a repressão como finalidade absoluta e não como um meio para trazer a paz e a justiça social, ampliando os cinturões de segurança para dar aparente tranquilidade, em tempos de Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.
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