20 de jun de 2015

ROMAN POLANSKI UM CINEASTA POLÊMICO

POLANSKI FOI CONDENADO POR ESTUPRO
TRIBUNAL NEGA PEDIDO DE EXTRADIÇÃO
Pedido de extradição feito pelos Estados Unidos foi negado por um tribunal polonês. Se não houver recurso o diretor poderá fazer seu filme na Polônia sobre o "Caso Dreyfus", um oficial francês acusado de traição, embora fosse inocente.
Rajmund Roman Liebling o famoso diretor Roman Polanski nasceu em 1933 em Paris de pais judeus poloneses, que perseguidos pelos nazistas migraram para a França. As perseguições causaram trauma no jovem Roman com profundos problemas psicológicos.
No carnaval carioca
 
Seu primeiro filme de sucesso foi "Faca na Água" de 1962.Anos depois foi casado com a bela atriz Sharon Tate com quem filmou "O Bebê de Rosemary" de 1968 cujo o tema era  cultos satânicos. Sharon, grávida de oito meses foi barbaramente assassinada pelo bando de Charles Manson em agosto de 1969. Polanski ganhou o "Globo de Ouro" em 1975 com "Chinatown", o Oscar em 2003 com "O Pianista" e o Festival de Cinema de Berlim com "O Escritor Fantasma". Polanski foi acusado de estupro com a adolescente Samantha Geiger, na época com treze anos. Polanski nessa época filmava Chinatown.  Foi condenado e fugiu dos Estados Unidos. Em 2013 Samantha publicou um livro e declarou haver perdoado o cineasta. Polanski ficou em prisão domiciliar em sua propriedade, um chalé em Gstaad e foi solto em 2010. A Suíça rejeitou pedido de extradição. Durante o Festival de Cinema em Cannes em 2010 a atriz Charlotte Lewis afirmou ter sido abusada sexualmente pelo diretor durante as filmagens de Piratas em 1982.  Roman esteve várias vezes no Brasil, a primeira em um Festival de Cinema, o FIF em Copacabana no final dos anos 60, e voltou para o Carnaval no inicio dos anos oitenta onde caiu na folia.
A imagem foi tirada na piscina do Copacabana Palace em companhia do fotógrafo David Drew Zing durante o FIF.

15 de jun de 2015

A GUERRA CONTRA AS DROGAS E A GLOBALIZAÇÃO DO CRIME

A GLOBALIZAÇÃO DO NARCOTRÁFICO E A POLÍTICA DE SEGURANÇA
EX PRESIDENTE DO URUGUAI FALA SOBRE DESCRIMINALIZAÇÃO
O NARCOTRÁFICO É PIOR DO QUE A DROGA
foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved

O ex-presidente José Mujica do Uruguai esteve no Rio de Janeiro para debate sobre a descriminalização da maconha. Esteve pela manhã na Associação Brasileira de Imprensa, e à noite foi recebido com muita festa por estudantes na UERJ. Para Mujica o que acontece em seu país é uma experiência, que só com o tempo  os resultados serão avaliados, mas de qualquer forma "o narcotráfico é bem pior do que a droga, mata muito mais", afirmou. O comércio de venda de drogas é um fenômeno mundial, e não afeta somente o Brasil, mas a todos os países do mundo. Podemos falar em uma indústria das drogas que gera um enorme capital de milhões de dólares, o dobro da renda da indústria farmacêutica e bem maior que a assistência oficial para o desenvolvimento humano. Mais de dois milhões de pessoas estão empregadas diretamente na produção e na venda das drogas e muitos países tem sua economia dependente desse tipo de comercio, Em contrapartida são gastos milhões de dólares para eliminar em definitivo as "mercadorias do prazer" com poucos resultados.  O combate ao narcotráfico foi intensificado a partir de 1981, no governo Reagan que declarou a "Guerra Contra as Drogas", sendo que os Estados Unidos é o maior consumidor de todo o tipo de drogas em todo o planeta. A política de 'guerra", de proibição não tem obtido os resultados esperados, o consumo tem aumentado apesar da forte repressão. A América Latina tem se destacado como grande produtor e fornecedor para os países desenvolvidos, devemos considerar que a folha de coca, produto base para a produção de cocaína é um produto nativo do altiplano dos Andes. Os trabalhadores que atuam nas regiões de plantio, são organizados em sindicatos, os cocaleros e atuam perfeitamente inseridos na economia capitalista. A cocaína é consumida em quase todos os setores da sociedade. Originalmente era a droga dos ricos, um modismo consumido somente em grandes  salões. A plebe usava maconha, planta nativa do Nordeste. A partir de meados dos anos 1980 passa a haver uma entrada maciça da cocaína, primeiramente no Rio de Janeiro e depois em todo o Brasil. A cocaína um derivado da folha de coca, planta nativa do altiplano dos Andes, Peru, Colômbia e Bolívia, usada de forma ritual e curativa entre os nativos da região contra o soroche o mal das alturas. A derivação coca vem de kuka palavra da língua indígena kéchua . No Brasil é conhecida como "branco", "papel", "diabo ralado" "papelote", "brizola" . O Brasil além de grande consumidor é também um corredor de passagem para os Estados Unidos e Europa. Um quilo de do produto pode ser transformado em cinco ou mesmo dez quilos conforme seu grau de pureza. É um estimulante/excitante do sistema nervoso central de relativamente curta duração, necessita de doses contínuas para manter o estado de excitação, o "barato". A Colômbia pode ser vista como um laboratório onde as políticas públicas são implementadas, como no "Plano Colômbia" documento assinado por Bill Clinton e Andrés Pastrana onde os Estados Unidos despejaram milhões de dólares e armamentos para uma tentativa de erradicação definitiva das drogas. No entanto esses objetivos não foram alcançados e os Estados Unidos passaram a influenciar cada vez mais a política interna do país.
DESTRUIR O INIMIGO É A LEI

Em todo o país, em especial no Rio de Janeiro o que predomina é uma politica de demonização, de combate visando a eliminação sumária. Campanhas educativas tem sido poucas, devido à criminalização das drogas, fonte de todos os males. Tanto o usuário  chamado de viciado quanto os vendedores a varejo, os narcotraficantes são tratados como inimigos que devem ser destruídos a qualquer preço. A política do confronto , a matança dos chefes do tráfico tem sido a tônica. Da mesma forma que a Rainha de Alice no País da Maravilhas onde a sentença vem sempre antes das provas e do julgamento, "cortar as cabeças" é a regra. O narcotráfico  que seria a fonte de todos os males ficaria desmantelado quando as cabeças da fera fossem cortadas uma a uma. De fato uma a uma a cabeça dos chefes de morro foram tombadas uma a uma ao longo dos anos, mesmo assim o comércio de venda de drogas, a varejo, continua firme e sólido. A invasão e a tomada de território das principais favelas cariocas pela unidades pacificadoras, as UPP não surtiram o resultado esperado. Houve a migração dos traficantes de uma favela para outra e também para outros municípios, como Niterói e São Gonçalo que tem sido alvo de tiroteios constantes.  Em recente incursão policial na favela da Rocinha, um policial admitiu que na favela existiam pelo menos setenta pontos de venda de drogas, apesar da ocupação policial.

1 de jun de 2015

NITERÓI, CIDADE AMEAÇADA

PEZÃO GERENTE DO CARAMUJO É PRESO NA PONTE RIO NITERÓI
CRIMINOSOS TOMAM CONTA DA CIDADE, MORADORES ESTÃO REVOLTADOS
PEZÃO TRANSFERE MAIS DE 200 PRESOS DE BENFICA PARA NITERÓI
Policiais prenderam em um taxi o gerente do tráfico no Caramujo conhecido como Pezão, homem de confiança de Tineném, o "dono do morro". Há dias atrás mais de cem policiais com auxílio de helicópteros e blindados invadem o Morro do Caramujo dias depois de um casal ter sido metralhado por traficantes. O chefe do narcotráfico conhecido por Tineném migrou para outra localidade com três "fieis" de sua segurança.  O casal de idosos Francisco e Regina Murmura foi metralhados sábado dia 03 de outubro,  quando entraram por engano na Favela do Caramujo, hoje dominada por narcotraficantes que migraram do Rio para a comunidade. Regina veio a falecer, não resistiu aos ferimentos. O Caramujo é um lugar dominado pelos bandidos fortemente armados,  onde a policia não entra. O chefe do narcotráfico veio do Morro do Adeus depois da invasão policial para a instalação da UPP no Complexo do Alemão.  Isso veio demonstrar em definitivo a desorientação da péssima politica de segurança adotada no Estado, que só visa dar aos turistas da "cidade maravilhosa" uma falsa impressão de paz e harmonia. Niterói  já foi um paraíso, mas nos dias de hoje devido à incúria e má gestão de nossos administradores fica cada vez mais ameaçada. Como se não bastasse a migração de bandidos do Rio de Janeiro para a cidade, 230 PMs presos sob acusação de vários crimes que estavam em Benfica estão sendo removidos para presídio em Niterói, no bairro do Fonseca, uma zona urbana de alta densidade de populacional. O que causa espanto é a passividade do prefeito Rodrigo Neves em aceitar mais uma enxurrada de bandidos, que provavelmente vão criar mais problemas para a bela cidade de Araribóia. Moradores do Morro do Preventório incendiaram três ônibus revoltados com a atuação da PM. Felipe Oliveira foi atingido por tiros de fuzil disparados por policiais militares que confundiram a muleta de Felipe com um fuzil, e passaram fogo. No tumulto a Estação Charitas de Barcas permaneceu fechada impedindo a viagem de passageiros para o Rio. Uma assaltante na manhã de segunda 31 de agosto levou pânico a passageiros de ônibus que vinham em direção ao Rio. Depois de um cerco policial a mulher armada foi presa pela PM e conduzida à delegacia mais próxima. Em Niterói a "Guerra do Tráfico" para a tomada de ponto de vendas de drogas continua. Foi inaugurado um Centro de Controle em Piratininga para atender ao chamado dos botões de pânico instalados em alguns pontos da cidade. Os botões vieram em substituição ao déficit de policiais para combater a escalada de violência que assola a bela cidade. Comércio e escolas próximas ao Largo da Batalha são constantemente  fechadas por ordens do tráfico. Há pouco mais de um mês no mesmo horário em que seu irmão havia sido executado 24 horas antes Carlos Eduardo Tavares, 27 anos foi morto a tiros quando estava em um bar Rua Quinze de Novembro perto do Largo do Rink, local de grande fluxo de pedestres que correram apavorados em todas as direções. No dia anterior seu irmão um menino de 15 anos que andava de bicicleta com dois amigos foi executado quarta dia 01/06 com cinco tiros de pistola às 13,40h na Rua Andrade Neves no Centro de Niterói. Era morador do Morro do Estado e estava de mudança com a família para outro local. A disputa para tomada de território entre redes criminais do Morro do Estado e Morro do Palácio pelo controle dos pontos de venda de drogas segundo fontes da policia civil tem provocado os tiroteios quase diários.
Apesar de um reforço no policiamento Niterói tem vivido dias de horror. Antiga capital do Estado do Rio de Janeiro Niterói vive uma sensação de medo e insegurança. O caso mais notório foi o assassinato de Carlos Honorato em uma tentativa de assalto na região central da cidade. Em algumas localidades bandidos pertencentes a redes criminais fugiram dos morros cariocas para fixar território nas favelas de Niterói e São Gonçalo. Morro do Estado, Viradouro, Grota do Surucucu e Morro do Castro vivem em tiroteios diários entre as redes criminais para servir de refúgio e base de atuação para bandidos que saíram das favelas ocupadas pelas UPP. O aumento da criminalidade deve-se à uma situação que deveria ter sido prevista pelas autoridades policiais quando da implantação das Unidades de Pacificação-UPP. O secretário José Mariano Beltrame por desconhecimento ou descaso deixou que o pânico se estabelecesse nas cidades vizinhas ao Rio de Janeiro, a bandidagem mudou de base territorial, migrando para Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense quando suas tocas foram invadidas. Alguns mudaram também seu modus operandi, passando a assaltar, esfaquear, explodir caixas de banco em vez do comércio da venda de drogas a varejo, muitos usuários foram presos e pequenas quantidades de droga foram apreendidas, quando os verdadeiros barões do crime andam à solta e passeiam pela orla, impunemente zombando da situação.
Conselho Comunitário de Segurança de Niterói Denuncia Falta de Policiamento
Em sua reunião mensal, o Conselho de Segurança de Niterói denuncia falta de policiais, viaturas, material de limpeza e até material de informática. A 78a DP no Fonseca Zona Norte de Niterói pode servir como exemplo, deveria ter no mínimo 65 policiais, mas conta com apenas 38 agentes. Em algumas DP faltam viaturas para as ocorrências e apenas uma está em funcionamento. Em alguns casos a limpeza é feita pelos próprios agentes policiais, visto que os pagamentos aos funcionários terceirizados não tem sido feito. Em meio a esse caos, a sociedade assiste perplexa aos constantes tiroteios, a  tomada de território por parte de grupos rivais como aconteceu recentemente no Morro do Estado, na região central da cidade. Em alguns locais a partir de certa hora é dado o toque de recolher, ninguém se arrisca a sair depois de 20 horas. Quem sair pode não mais voltar. Arrastões e balas perdidas como as que atingiram Juliana Mendonça em Itaipu viraram rotina, principalmente na região oceânica, de rara beleza, que poderia ter seu turismo como principal fonte de renda. O comércio e os restaurantes da região sofrem processo de esvaziamento, algumas lojas pensam em fechar suas portas. Moradores revoltados não tem a quem apelar e postam nas redes sociais mensagens reclamando do descaso das autoridades, que deveriam ser responsáveis pela segurança dos cidadãos que pagam seus impostos e tem como resposta o abandono de uma das cidades onde há pouco tempo atrás reinava a paz e a harmonia.

obras do pac

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inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna