1 de jun de 2015

NITERÓI, CIDADE AMEAÇADA

TIROTEIO DEIXA MORTOS E FERIDOS NO CENTRO DE NITERÓI
CRIMINOSOS TOMAM CONTA DA CIDADE, MORADORES ESTÃO REVOLTADOS
PEZÃO TRANSFERE MAIS DE 200 PRESOS DE BENFICA PARA NITERÓI
A disputa pelos pontos de venda de drogas em Niterói tem infernizado a vida dos moradores da bela e que já foi uma pacata cidade. No sábado 2/12 uma tentativa de tomada das bocas de fumo no Morro do Palácio deixou dois mortos e vários feridos e muito medo aos moradores.
Policiais prenderam em um taxi o gerente do tráfico no Caramujo conhecido como Pezão, homem de confiança de Tineném, o "dono do morro". Há dias atrás mais de cem policiais com auxílio de helicópteros e blindados invadem o Morro do Caramujo dias depois de um casal ter sido metralhado por traficantes. O chefe do narcotráfico conhecido por Tineném migrou para outra localidade com três "fieis" de sua segurança.  O casal de idosos Francisco e Regina Murmura foi metralhados sábado dia 03 de outubro,  quando entraram por engano na Favela do Caramujo, hoje dominada por narcotraficantes que migraram do Rio para a comunidade. Regina veio a falecer, não resistiu aos ferimentos. O Caramujo é um lugar dominado pelos bandidos fortemente armados,  onde a policia não entra. O chefe do narcotráfico veio do Morro do Adeus depois da invasão policial para a instalação da UPP no Complexo do Alemão.  Isso veio demonstrar em definitivo a desorientação da péssima politica de segurança adotada no Estado, que só visa dar aos turistas da "cidade maravilhosa" uma falsa impressão de paz e harmonia. Niterói  já foi um paraíso, mas nos dias de hoje devido à incúria e má gestão de nossos administradores fica cada vez mais ameaçada. Como se não bastasse a migração de bandidos do Rio de Janeiro para a cidade, 230 PMs presos sob acusação de vários crimes que estavam em Benfica estão sendo removidos para presídio em Niterói, no bairro do Fonseca, uma zona urbana de alta densidade de populacional. O que causa espanto é a passividade do prefeito Rodrigo Neves em aceitar mais uma enxurrada de bandidos, que provavelmente vão criar mais problemas para a bela cidade de Araribóia. Moradores do Morro do Preventório incendiaram três ônibus revoltados com a atuação da PM. Felipe Oliveira foi atingido por tiros de fuzil disparados por policiais militares que confundiram a muleta de Felipe com um fuzil, e passaram fogo. No tumulto a Estação Charitas de Barcas permaneceu fechada impedindo a viagem de passageiros para o Rio. Uma assaltante na manhã de segunda 31 de agosto levou pânico a passageiros de ônibus que vinham em direção ao Rio. Depois de um cerco policial a mulher armada foi presa pela PM e conduzida à delegacia mais próxima. Em Niterói a "Guerra do Tráfico" para a tomada de ponto de vendas de drogas continua. Foi inaugurado um Centro de Controle em Piratininga para atender ao chamado dos botões de pânico instalados em alguns pontos da cidade. Os botões vieram em substituição ao déficit de policiais para combater a escalada de violência que assola a bela cidade. Comércio e escolas próximas ao Largo da Batalha são constantemente  fechadas por ordens do tráfico. Há pouco mais de um mês no mesmo horário em que seu irmão havia sido executado 24 horas antes Carlos Eduardo Tavares, 27 anos foi morto a tiros quando estava em um bar Rua Quinze de Novembro perto do Largo do Rink, local de grande fluxo de pedestres que correram apavorados em todas as direções. No dia anterior seu irmão um menino de 15 anos que andava de bicicleta com dois amigos foi executado quarta dia 01/06 com cinco tiros de pistola às 13,40h na Rua Andrade Neves no Centro de Niterói. Era morador do Morro do Estado e estava de mudança com a família para outro local. A disputa para tomada de território entre redes criminais do Morro do Estado e Morro do Palácio pelo controle dos pontos de venda de drogas segundo fontes da policia civil tem provocado os tiroteios quase diários.
Apesar de um reforço no policiamento Niterói tem vivido dias de horror. Antiga capital do Estado do Rio de Janeiro Niterói vive uma sensação de medo e insegurança. O caso mais notório foi o assassinato de Carlos Honorato em uma tentativa de assalto na região central da cidade. Em algumas localidades bandidos pertencentes a redes criminais fugiram dos morros cariocas para fixar território nas favelas de Niterói e São Gonçalo. Morro do Estado, Viradouro, Grota do Surucucu e Morro do Castro vivem em tiroteios diários entre as redes criminais para servir de refúgio e base de atuação para bandidos que saíram das favelas ocupadas pelas UPP. O aumento da criminalidade deve-se à uma situação que deveria ter sido prevista pelas autoridades policiais quando da implantação das Unidades de Pacificação-UPP. O secretário José Mariano Beltrame por desconhecimento ou descaso deixou que o pânico se estabelecesse nas cidades vizinhas ao Rio de Janeiro, a bandidagem mudou de base territorial, migrando para Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense quando suas tocas foram invadidas. Alguns mudaram também seu modus operandi, passando a assaltar, esfaquear, explodir caixas de banco em vez do comércio da venda de drogas a varejo, muitos usuários foram presos e pequenas quantidades de droga foram apreendidas, quando os verdadeiros barões do crime andam à solta e passeiam pela orla, impunemente zombando da situação.
Conselho Comunitário de Segurança de Niterói Denuncia Falta de Policiamento
Em sua reunião mensal, o Conselho de Segurança de Niterói denuncia falta de policiais, viaturas, material de limpeza e até material de informática. A 78a DP no Fonseca Zona Norte de Niterói pode servir como exemplo, deveria ter no mínimo 65 policiais, mas conta com apenas 38 agentes. Em algumas DP faltam viaturas para as ocorrências e apenas uma está em funcionamento. Em alguns casos a limpeza é feita pelos próprios agentes policiais, visto que os pagamentos aos funcionários terceirizados não tem sido feito. Em meio a esse caos, a sociedade assiste perplexa aos constantes tiroteios, a  tomada de território por parte de grupos rivais como aconteceu recentemente no Morro do Estado, na região central da cidade. Em alguns locais a partir de certa hora é dado o toque de recolher, ninguém se arrisca a sair depois de 20 horas. Quem sair pode não mais voltar. Arrastões e balas perdidas como as que atingiram Juliana Mendonça em Itaipu viraram rotina, principalmente na região oceânica, de rara beleza, que poderia ter seu turismo como principal fonte de renda. O comércio e os restaurantes da região sofrem processo de esvaziamento, algumas lojas pensam em fechar suas portas. Moradores revoltados não tem a quem apelar e postam nas redes sociais mensagens reclamando do descaso das autoridades, que deveriam ser responsáveis pela segurança dos cidadãos que pagam seus impostos e tem como resposta o abandono de uma das cidades onde há pouco tempo atrás reinava a paz e a harmonia.
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obras do pac

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