9 de jul de 2015

GUERRA CONTRA AS DROGAS

ONU MUDA POLÍTICA CONTRA AS DROGAS
MAIOR TRAFICANTE DE DROGAS El CHAPO É PRESO NO MÉXICO
ENQUANTO ISSO AS "BOCAS DE FUMO" CONTINUAM PRÓSPERAS

A "Guerra Contra as Drogas" continua, sem nenhum resultado aparente, apenas acirra a violência. O Escritório das Nações Unidas Sobre Drogas através de seu diretor Yuri Fedorov em discurso na ONU ditou as normas que deverão ser adotadas no problema de combate às drogas. A política deverá ser vista como um problema de saúde pública e não como uma "guerra para exterminar o inimigo". A política do extermínio de drogas e de seus agentes não tem obtido nenhum resultado, o que tem deixado as autoridades da segurança em xeque. Os sucessivos confrontos na Zona Sul tem mostrado a ineficiência da política antidrogas em nossos dias. Tiroteios tem se estendido até a Zona Oeste, como   na Favela do Rola  entre policiais do 27BPM e traficantes deixa um saldo de quatro mortos e um ferido gravemente. Até a Ponte Rio- Niterói tem sido afetada como na noite de segunda feira 18 de janeiro após troca de tiros na Praça do Pedágio tem como resultado dois bandidos mortos e um ferido. O traficante conhecido como Giban chefe do tráfico na Favela do Sabão, ferido na perseguição, está sob custódia em hospital de Niterói, ele e dois comparsas transportavam uma carga de cocaína para favela da mesma rede criminal e tentaram furar uma blitz feita pela Policia Federal quando foram interceptados.
 O maior narcotraficante em atividade foi preso em Sinaloa no México. Joaquim Guzmán Archivaldo conhecido como El Chapo foi preso após meses de busca e de ter fugido várias vezes de presídios de segurança máxima. Ele foi monitorado a partir de contatos com o ator Sean Penn e da atriz Kate del Castillo que interpretou recentemente uma série de grande sucesso "La Reina del Sur" em que fazia o papel de uma poderosa narcotraficante e tida como a Rainha do Tráfico. A atriz Kate del Castillo intermediou uma entrevista para a revista Rolling Stones feita por Sean Penn.  El Chapo era o maior fornecedor de drogas para os Estados Unidos e parte da Europa. Seu grupo, o "Cartel de Sinaloa" está reunido para a escolha do sucessor de um negócio multimilionário, que envolve bilhões de dólares. A América do Norte é a maior consumidora de drogas em todo o mundo, e o Brasil faz parte de um corredor internacional de distribuição.
 Aqui no Brasil a "Guerra contra as Drogas" continua.  Foram efetuadas prisões de traficantes do Comando Vermelho em uma tentativa de enfraquecer a facção criminosa mais poderosa. Morros de Niterói estão sendo invadidos para prender narcotraficantes que migraram do Rio de Janeiro para continuar suas vendas. Mortes a mais mortes em uma guerra, sem vencedores nem vencidos. Os soldados do movimento são meras peças de reposição na sinistra "indústria do crime", onde aqueles que morrem são prontamente substituídos em uma engrenagem impiedosa que só visa o lucro. Fú da Mineira, Claudinho e outros já foram substituídos e na outra rede ADA, de Celso Play Boy já assumiu como "frente" Arafat seu homem de confiança, um verdadeiro amigo de um amigo. Representantes do Ministério da Saúde, da Justiça e especialistas de diversas áreas estiveram reunidos no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para debater o problema do narcotráfico e pediram mudanças na questão da "Guerra Contra as Drogas" enquanto aguardam decisão do Supremo Tribunal Federal. A lei atual que foi aprovada em 2006 não estabelece uma quantidade mínima para diferenciar usuário de traficante de drogas. A interpretação fica a critério do juiz. No Paraná pouco mais de uma grama de crack pode levar o usuário á prisão, enquanto que no Mato Grosso a condenação é para quem portar mais de seis gramas. O problema que afeta todo o planeta tem seguido no Brasil como uma questão de policia e de segurança nacional, mesmo assim e apesar de milhares de prisões o aumento de vendas e de consumo tem aumentado gradativamente. A implantação das Unidades de Policia Pacificadoras-UPP que seguem fielmente o paradigma militarizado não tem conseguido solucionar a questão. As"zonas vermelhas" foram invadidas e ocupadas, mas o inimigo que segundo o conceito deveria ser eliminado a qualquer preço  migrou para outras localidades e tem voltado a desafiar a policia nas favelas ocupadas, como demonstram os recentes tiroteios e assassinatos de policiais nos morros da cidade. A lei atual é punitiva e determina "penas para quem guardar , tiver depósito, transportar ou trazer consigo para uso pessoal, drogas sem autorização" e algumas autoridades pensam modifica-la aprimorando a lei. Segundo os pesquisadores é necessário a separação urgente de usuários de narcotraficantes, evitando assim prisões desnecessárias.   Paulo Gadelha presidente da FIOCRUZ acredita que não se deve criminalizar pessoas que apenas usam as substancias, sem colocar a vida dos outros em risco e defende a possibilidade de cultivo de drogas para uso próprio, no caso a maconha. As prisões andam superlotadas em condições sub humanas e quase 30% estão presos por tráfico, muitos são usuários e estavam sem arma de nenhuma espécie. Execuções continuam sendo efetuadas a pretexto de autos de resistência e muitos processos tem sido arquivados.
Para o deputado Marcelo Freixo (PSOL) devemos encarar seriamente a questão do narcotráfico, uma empresa perfeitamente inserida na economia capitalista, concentradora de renda e que utiliza mão de obra muito barata, por pessoas com pouca ou nenhuma perspectiva de se inserir no mercado, que atraídos por uma glória efêmera e de curta duração, são apenas meras peças de reposição numa engrenagem perversa. As enormes taxas de lucro conseguidas por esse tipo de comércio não mudam em nada as condições de vida, quando entramos em uma favela vemos muita miséria, e os "castelos suntuosos" apregoados pela mídia onde residem os  donos dos pontos de venda são apenas residências melhoradas com conforto de uma classe média, em contraste com a miséria de 99% das habitações. Os "grandes narcotraficantes" que são presos um após outro, e logo substituídos são pessoas que nunca saíram de seus domínios, com raras exceções, geralmente quando o cerco e as "operações asfixia" se fazem presentes. A política de segurança insiste na prisão desses "peixes pequenos" enquanto pessoas importantes que não moram nas favelas manejam as enormes quantias em bancos internacionais. A lógica da politica de segurança é a repressão, o confronto nas áreas mais pobres da sociedade montando um cinturão de segurança na tentativa de isolar e dividir cada vez mais a cidade, em guetos urbanos onde ninguém entra, e zonas de turismo com padrão internacional para atrair os dólares e euros dos turistas, principalmente em épocas de grandes eventos, como foi na Copa 2014, na Olimpíada 2016 e no Carnaval 2017 que está chegando.
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