15 de jul de 2015

MAIS DE 6 MIL PESSOAS DESAPARECEM DESDE 2003

DEBATE NA EMERJ LEMBRA OS DOIS ANOS DO DESAPARECIMENTO DE AMARILDO
CHEFE DO TRÁFICO NA ROCINHA DESAPARECEU EM ABRIL DO ANO 2000

Milhares de pessoas desaparecem no Rio de Janeiro, segundo estudos do Instituto de Segurança Pública-ISP mais de 15 pessoas somem diariamente, a grande maioria em áreas de extrema pobreza. Reza a lenda que o chefe do tráfico na Rocinha Fernando Freitas Pinheiro conhecido como Lobão  foi dado como morto em abril de 2000 e enterrado com o nome falso. Sua irmã e parentes não reconheceram o corpo. Dizem nas tendinhas da favela que Lobão cansado de ser extorquido por policias e ter de viver escondido forjou o acidente e colocou em seu lugar um cadáver de outra pessoa. Provavelmente estaria em um paraíso tropical e vivendo com outra identidade. Um outro narcotraficante de outra área, a Favela da Maré, conhecido por Linho do Terceiro Comando, que foi durante um tempo o maior "matuto" do estado também estaria "desaparecido" por conveniência.  O desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza morador da Rocinha foi apenas mais um  lamentável e triste caso.
O excessivo número de desaparecidos provocou  debate realizado há um ano no dia 14 de julho  na Escola de Magistratura do Rio de Janeiro-EMERJ pelo Fórum Permanente de Direitos Humanos presidido pelo desembargador Sergio Souza Verani onde  foi colocada  a questão de pessoas que desaparecem no Rio de Janeiro. Foram registrados mais de seis mil desaparecimentos de 2003 a 2013, e o Caso Amarildo preso, torturado e morto pela PM foi apenas mais um nessa macabra estatística. Testemunhas oculares da Rocinha, onde residia o pedreiro Amarildo de Souza também desapareceram.  Para o juiz João Batista Damasceno "a condução de uma pessoa para averiguação sem mandado judicial, constitui-se em violação de direitos humanos" Para Damasceno essa violência foi o inicio do desaparecimento de Amarildo. Uma tática que é sempre praticada contra as vítimas é a tentativa de desqualificar a pessoa, geralmente residente em favelas ou na periferia da cidade. A viúva de Amarildo, Elisabeth da Silva fez um depoimento emocionado em que acusa as autoridades pelo desaparecimento e exige que o corpo de seu marido seja localizado, para que possam ser realizados os rituais de sepultamento. Passaram-se dois anos desde aquela noite na Rua2, versões surgiram, policiais presos, testemunhas desaparecidas, invasão e ocupação policial, mas a imensa população da Rocinha quer saber: "Onde está Amarildo?".
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