29 de ago de 2015

A "GUERRA CONTRA AS DROGAS" COM AJUDA DO DEA

PERSONAGEM DA NOVELA COPIADA EM MULHER DE TRAFICANTE DO BANDO DE BEMTEVI DA ROCINHA
PRISÃO DE "CABEÇA BRANCA" UM DOS MAIORES BARÕES DA DROGA
 DEA DÁ AJUDA PARA A "GUERRA AO NARCOTRÁFICO" AO COPIAR A  CAÇADA A  PABLO EMILIO ESCOBAR GAVIRIA
TRAFICANTE DE LUXO É PRESO COM "CARGA" DE HAXIXE MARROQUINO

Uma operação da Policia Federal prendeu após anos de investigação Luiz Carlos da Rocha o Cabeça Branca o homem de múltiplas faces que era um dos maiores distribuidores de cocaína, não só no Brasil, mas também para Europa e Estados Unidos. Cabeça Branca está preso em Catanduva no Paraná em presídio de segurança.
A novela de uma emissora de TV "Força do Querer" tem uma das principais personagens Bibi, vivida por Juliana Paes inspirada em Fabiana Escobar, mulher do traficante Saulo Sá e Silva o Saulo da Rocinha. Saulo era matuto da quadrilha de Erismar o Bemtevi que chefiou o tráfico de drogas na favela até ser morto em outubro de 2005. Fabiana era conhecida como Bibi Perigosa e está convertida, segunda suas declarações.
 Conforme publicado pela revista Isto É, agentes do Drug Enforcement Administration-DEA agencia norte americana de combate ás drogas, vão estabelecer uma base de atuação na cidade, para tentar impedir o grande número de armamento pesado que chega ao Rio de Janeiro para uso dos narcotraficantes. A chegada dos agentes foi pedida pelo secretário Mariano Beltrame há meses atrás, quando foi até a sede da DEA estabelecer uma cooperação a nível oficial entre as agencias de segurança. A medida veio a reboque da notoriedade de Pablo Emilio Escobar, após a serie Pablo Escobar, o Senhor do Tráfico  da TV Caracol e dos recente seriados Narcos, A Dona do Paraíso e A Rainha do Tráfico em exibição em canal por assinatura.
Policiais prenderam jovem de classe média morador em Ipanema que traficava drogas para o Complexo do Alemão. Patrick Rubio Calmon foi preso em sua residência na Rua Barão da Torre com uma quantidade de haxixe, proveniente do Marrocos.  A "Guerra contra as Drogas" fez mais uma vítima. Policiais da UPP do Morro da Providência executaram um jovem narcotraficante que já estava rendido. Os PMs colocaram a arma na mão do jovem e fizeram vários disparos para simular um confronto, o chamado auto de resistência. A "armação" foi gravada em vídeo por morador, e desmascarou a versão oficial. Dias atrás um PM foi torturado, executado por bandidos e arrastado por um cavalo em uma cena de barbárie, na Favela Don Bosco em  Nova Iguaçu. O Supremo Tribunal Federal está reunido para decidir sobre descriminalização do porte de drogas. A "Guerra Contra as Drogas" intensificada a partir de 1981  em escala continental pelo Governo Reagan tem provocado mais mortes do que o tão combatido consumo de drogas. Para o ex-presidente do Uruguai José Mujica que em 2013 aprovou a regulação da produção e da distribuição legal da maconha  o combate aos narcotraficantes e usuários de drogas não tem resolvido o problema, e o consumo tem aumentado em todo o planeta. Mujica esteve na cidade para uma cerimônia na ABI e no início da noite  em um encontro com estudantes na UERJ, a lei não é um incentivo ao consumo, mas foi feita para dar tratamento médico aos dependentes, e evitar a prisão de milhões de pessoas. O narcotráfico é o que existe de pior, incrementa a venda clandestina de armas altamente letais como os fuzis usados por todos os narcotraficantes, e a corrupção generalizada envolvendo membros do aparelho repressivo, do legislativo e do judiciário, além do domínio de um território que deveria ser exclusivo do Estado para dar bem estar às populações. O comércio de venda de drogas é um fenômeno mundial que tem provocado muitas mortes, mas é altamente lucrativo e perfeitamente inserido na economia capitalista. Podemos falar em uma verdadeira indústria das drogas que gera um enorme capital financeiro bem mais que a assistência oficial para o desenvolvimento humano. Mais de dois milhões de pessoas estão envolvidas na produção, embalagem, transporte  e venda de drogas. Muitos países têm sua economia na dependência desse tipo de negócio. Em contrapartida são gastos milhões de dólares para a tentativa de eliminar sumariamente aqueles que trabalham nessa linha de produção com pouco ou nenhum resultado.
 
Os narcotraficantes, principalmente os que ficam na "linha de frente" são como meras peças de reposição em uma linha de produção, quando abatidos  são prontamente substituídos nesse macabro círculo por um "exército de reserva", um ciclo de matanças que parece não ter fim. A legislação brasileira estabelece que o usuário não deveria ser punido com a prisão, mas sim com penas alternativas e em alguns casos de dependência, com tratamento hospitalar. Mas o que acontece é que a distinção, na maioria das vezes fica a critério da policia e dos promotores. A maioria dos presos é detida por uso de drogas e não pela venda, e como a maioria dos detidos pertence ao grupo dos mais pobres, as prisões vivem superlotadas. Apesar da intensa repressão e de uma verdadeira "guerra" contra as drogas, o consumo tem aumentado e o UNODC (Escritório das Nações Unidas Sobre as Drogas e Crime) aconselham "os países a trabalharem juntos visando a descriminalização, para reduzir o encarceramento". Em todo o Brasil, em especial na cidade do Rio de Janeiro o número de usuários de crack tem aumentado assustadoramente, principalmente entre os desfavorecidos, quase uma epidemia, que tem deixado as autoridades sem apresentar nenhuma solução, e nenhuma perspectiva  a curto prazo. 
 

17 de ago de 2015

JEAN BAUDRILLARD UM CRÍTICO DA SOCIEDADE DE CONSUMO

JEAN BAUDRILLARD SOCIÓLOGO E FOTÓGRAFO
BRASIL PAÍS DO SIMULACRO, REINO DO FAZ-DE-CONTA
"A Fotografia é nosso exorcismo. A sociedade primitiva tinha suas máscaras, a sociedade burguesa seus espelhos, nós temos nossas imagens. Nós acreditamos forçar o mundo pela técnica. Mas pela técnica é o mundo que se impõe a nós e o efeito da surpresa devido a essa reversão é considerável".
Jean Baudrillard

Photo by Alcyr Cavalcanti allrights reserved

O sociólogo, filósofo e fotógrafo francês Jean Baudrillard morreu no dia 06 de março de 2007. No dia 27 de julho estaria comemorando 87 anos. Em um país onde pessoas pagas pelo nosso dinheiro simulam que governam, mas de fato pouco se importam com a sociedade Baudrillard é mais atual do que nunca. Crítico da mídia, da sociedade de consumo e do espetáculo foi um dos intelectuais mais importantes das últimas décadas. Esteve no Brasil durante a "Eco 92" e  publicou vários livros entre eles "Simulacros e Simulações", "A Troca Impossível", "A Arte da Desaparição" e o polêmico "Power Inferno" sobre o atentado de 11 de Setembro . Sua obra influencia alguns cineastas, como os irmãos Wachowski na trilogia "Matrix" e Peter Weir no "Show de Truman". Ele acreditava que o excesso de informações transmitidas pelos meios de comunicação produzem uma erosão no sentido e um apagamento do mundo real. O mundo real é substituído pelo mundo dos simulacros, que são formas vazias, sem nenhum conteúdo, que nada significam.Para Baudrillard "O simulacro já não se trata apenas de imitação ou dobragem, mas por utilização dos elementos da realidade para simular situações reais, ultrapassando a fronteira do real e desconectando-se da realidade", o que já é chamado pelo autor de hiper-realidade. A tecnocracia e o império dos meios de comunicação acabam mergulhando as pessoas em um mundo virtual. Para ele o ser humano porta uma máscara, e o mais difícil a apreender não é a sua realidade nem a sua semelhança, é a sua máscara, ou seja sua identidade secreta. Em seus escritos ele analisa a imagem fotográfica, para ele dramática pelo seu silêncio, pela sua imobilidade.  O pensador francês procurava refletir por caminhos tortuosos, lançava mão de fragmentos onde o paradoxo era mais importante que o discurso linear, e afirmava: "Eu examino a vida que acontece no momento, da mesma forma que um fotógrafo".

10 de ago de 2015

A GUERRA DO TRÁFICO

BOPE INVADE A FAVELA DA MARÉ
MILICIA VENDEU MORRO DO JORDÃO POR R$3MILHÕES PARA O CV
APÓS A MORTE DE PLAY BOY MORRO DA PEDREIRA VIROU UM CAOS
A "Guerra do Tráfico" continua fazendo cada vez mais mortos e feridos sem chegar a lugar nenhum. A Favela da Maré agora é o alvo, deixando um rastro de sangue, escolas fechadas e comércio que não abre suas portas. Há alguns dias atrás o domínio de territórios teve uma solução negociada, a peso de muita grana, em uma aliança cooperativa de um negócio altamente lucrativo. O comércio de venda de drogas perfeitamente inserido na economia capitalista precisa aumentar seus lucros, e às vezes é preferível negociar do que confrontar. Conforme publicado em O Dia a milícia que controlava o Morro do Jordão em Jacarepaguá negociou a favela para a rede criminal Comando Vermelho por três milhões de reais, que agora controla o Morro com "mão de ferro". A estratégia do CV é usar o Jordão como base de operações para o controle de outras localidades, como a Chacrinha e Curicica,  controladas pela facção Amigos dos Amigos. O Comando Vermelho foi expulso pela rede criminal ADA do Morro do Juramento em Vicente de Carvalho, se reorganizou e invadiu com um grupo de 90 homens muito bem armados com fuzis de assalto e pistolas automáticas o Morro do Jordão. O grupo de milicianos chefiado por um miliciano conhecido por Mello, para evitar uma possível derrota e derramamento de sangue vendeu o morro para o CV.
Após a morte do traficante Play Boy os moradores do Morro da Pedreira vivem com medo. A favela está sem comando, sem "dono do morro" que agora como disse uma moradora "virou uma bagunça". A "Guerra contra as Drogas" é uma guerra sem fim. Em mais uma ação policial "para acabar com o narcotráfico" policiais matam o traficante Jean da Silva Andrade o Jean Piloto de 24  anos, homem de confiança de Play Boy. Piloto   estava no Morro da Quitanda, em Costa Barros. Moradores do Morro da Pedreira idolatravam Celso Pimenta , ele distribuía remédios, reformava casas, patrocinava o futebol e a cervejada aos domingos, fazia a política de assistência social indiferente às promessas não cumpridas de um sistema ineficiente que despreza os despossuídos. No entanto para a policia ele era um matador frio e violento que explorava a comunidade, apenas mais um bandido que vivia endeusado pela imprensa. Por esse motivo deveria ser abatido.
A morte do narcotraficante Celso Pinheiro Pimenta o Play Boy no sábado está colocando em pânico os moradores do Complexo da Pedreira em Costa Barros, mas não vai mudar em nada o próspero comercio da venda de drogas controlada pela rede criminal Amigos dos Amigos-ADA.
Celso Play Boy era a "Bola da Vez", estava na mira da policia devido à sua notoriedade nas reportagens policiais, em jornais e televisões, desde a invasão de uma  piscina olímpica e do roubo de mais de cem motocicletas em um depósito, e posteriormente devolvidas por suas ordens.
Play Boy foi sepultado no Cemitério de Catumbi sob intenso foguetório. Seu tio declarou que ele foi executado depois de rendido por policiais. Na internet traficantes do Morro da Pedreira ameaçavam matar pelo menos 50 policiais, seria uma represália ao prêmio de R$50mil, para quem fizesse a delação premiada do paradeiro do traficante. Em mensagens seus comparsas diziam :"Vida se paga com vida. Tá aberta a caça à policia"  Nascido e criado em Laranjeiras, Zona Sul da cidade, entrou para a criminalidade aos 15 anos e pouco tempo depois ingressou na quadrilha de Pedro Dom, especializada em assaltos a residências de luxo. Pedro Dom e seus comparsas estiveram um tempo abrigados por Erismar o Bemtevi que chefiava a venda de drogas na Rocinha e morreu em um cerco policial em outubro de 2005. A morte é a regra no tão propagado mundo do crime em que sua parte mais visível, o comércio de venda de drogas a varejo também conhecido como  movimento, obviamente muda com extrema rapidez. Seus representantes nessa sinistra engrenagem, são substituídos  como meras peças de reposição sem necessidade de exaustivas reuniões, nem nenhum tipo de plenárias, nem processo eleitoral,  e como meras peças de reposição são substituídos rapidamente. O narconegócio perfeitamente inserido na rígida economia capitalista necessita expandir suas atividades para uma acumulação de capital, e a morte pode ser vista como um mero componente dentro das regras do jogo, conforme as leis da oferta e da procura.
PEDREIRA TEM NOVO CHEFE
A substituição está sendo feita com rapidez. Sai Play Boy entra Carlos José Fernandes o Arafat. Arafat tem 36 anos, é foragido do sistema prisional, e segundo as autoridades é muito violento e matador de policiais. Em 2010 ao atirar uma granada em uma viatura policial, foi mal sucedido, a granada explodiu em sua mão e perdeu dois dedos. Foi prontamente levado para a Rocinha, na época ainda chefiada por Antônio Bonfim o Nem, que também pertence à rede ADA e ainda atuava em liberdade, que o levou para um hábil cirurgião em uma clínica clandestina na favela, que evitou que perdesse toda a mão. Arafat chefia as Favelas de Jorge Turco e Final Feliz e era de total confiança de Play Boy. Traficante de muita ousadia, conseguiu tomar as favelas de Barros Filho que estavam sob o domínio do Comando Vermelho.

O plano de invadir as favelas do Complexo da Maré em uma aliança cooperativa com o Comando Vermelho-CV , que havia sido tramada por Celso Play Boy, para tomar pontos de venda do Terceiro Comando-TC deverá ficar para uma ocasião mais oportuna, embora o grupo que domina os morros da Pedreira tenha mais de 400 homens muito bem armados.
Esse poderio bélico que possui a rede criminal ADA vem mostrar à população a dificuldade da política de segurança do Estado do Rio de Janeiro, um verdadeiro "enxuga gelo", onde grupos muito bem armados aterrorizam os moradores das favelas ocupadas ou não pelas forças de pacificação. Ao contrário da paz prometida, a  violência tem  espalhado suas metástases como um tumor maligno por toda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.

8 de ago de 2015

ROCINHA, UMA FAVELA DIFERENTE

PRIMEIRO COMANDO-PCC ESTABELECE SUAS BASES NA ROCINHA
NA "MAIOR FAVELA DA AMÉRICA DO SUL" A PACIFICAÇÃO NÃO VEIO  
GOVERNANTES PROMETEM TUDO, MAS MORADORES ESPERAM OBRAS QUE NUNCA SAIRAM DO PAPEL
photo Alcyr Cavalcanti all rights reserved
A Favela da Rocinha (ou bairro) é uma favela diferente, não só pela sua localização em uma das zonas mais valorizadas da cidade, pela sua enorme população, mas também pela proximidade de uma das mais belas praias do Rio, a Praia de São Conrado. O Primeiro Comando da Capital-PCC fez uma aliança cooperativa com o grupo que controla o comércio de venda de drogas na favela, o ADA. A aliança vai desequilibrar a relação de forças entre as redes criminais no Rio de Janeiro, visto que o PCC rompeu uma longa sociedade com o Comando Vermelho. Novas invasões devem acontecer causando muitas mortes.
A Rocinha foi ocupada por uma Unidade Pacificadora-UPP que teria vindo para trazer a paz, mas as promessas não foram cumpridas, ao contrário os moradores não se sentem em segurança, não confiam nos policiais militares. A Rocinha já foi chamada de "mina de ouro" por um delegado de policia, devido ao intenso comércio de venda de drogas. Volta e meia é ameaçada por invasões de grupos contrários. O controle é feito de dentro da cadeia por Antônio Bonfim o Nem que tem Rogério 157 como um fiel, homem de confiança.  Há meses  atrás a morte de Celso Pimenta, o Play Boy, também conhecido como Menino Maluquinho após cerco policial no Morro da Pedreira em Costa Barros deixou a Rocinha de luto. O traficante era cria da Rocinha e ficou um tempo abrigado na favela com o bando de Pedro Dom. A Rocinha faz parte da rede criminal Amigos dos Amigos-ADA e empresta seus soldados para um "fortalecimento" da facção, principalmente para expandir seus territórios. Nem foi julgado e atualmente cumpre prisão em uma unidade prisional em Mato Gross. Jornais diários publicaram uma conversa entre o atual "dono do morro" e policiais que estariam na caixinha, ou seja em um reforço de salário para dar uma ajudinha ao narcotráfico, que estaria sendo prejudicado pela repressão aos pontos de venda de drogas. Na conversa haveria uma ordem de Rogério para eliminar a comandante da UPP major Priscilla. O que causa estranheza é que a conversa foi há dois anos atrás e só agora tenha vindo a público.  A UPP implantada na Rocinha depois da invasão e ocupação pelas Forças Armadas em 2011 não conseguiu a prometida pacificação. Com a finalidade de construir um cinturão de proteção devido à sua localização, para evitar distúrbios que possam impedir a ligação com a Barra da Tijuca um dos locais mais importantes da Rio 2016, a UPP começou a mostrar depois do "Caso Amarildo" sua verdadeira face, baseada na repressão e na tortura como método de investigação. A partir daí a Policia Militar perdeu o respeito dos moradores, e o narcotráfico voltou a atuar em toda a favela como reconhecem as autoridades estaduais. A "maior favela da América do Sul" como é cantada em prosa e verso pelos seus moradores, não para de crescer apesar da serie de proibições e regulamentações impostas pelas autoridades. Situada entre a Gávea e São Conrado, dois bairros com alto poder aquisitivo tem seus limites geográficos pouco definidos, de um lado a Escola Americana e de outro lado a entrada do Túnel Zu Zu Angel e  São Conrado, limites muito tênues, devidos à explosão demográfica. A união da Rocinha com a Favela do Vidigal, pela parte alta, e com o Parque da Cidade na parte baixa tem levado as autoridades a falar em um "Complexo da Rocinha" embora ela seja considerada como bairro com uma região administrativa. Com uma imensa população com números que oscilam entre 80 mil habitantes e 200 mil habitantes conforme o ponto de vista e o interesse do pesquisador, essa população fica distribuída em seus 18 sub bairros com características diversificadas com áreas perfeitamente integradas com rede bancária, comércio intenso, academias de ginástica, salões de beleza, e áreas de extrema pobreza, falta de saneamento com valas negras, sem nenhuma urbanização e difícil acesso que vai tornar a coleta de lixo bastante precária.
Largo do Boiadeiro photo Alcyr Cavalcanti all rights reserved
Essa imensa localidade tem somente uma via de acesso, a Estrada da Gávea que corta toda a região desde São Conrado até a Gávea. O acesso pode ser feito pelas Rua Um e Rua Dois através de seus inúmeros becos e vielas, que vão desembocar no Largo do Boiadeiro e na Rua do Canal popularmente conhecida como Valão, um canal infecto onde são despejados detritos de toda espécie.
O comércio é muito intenso em todos os seus dezoito sub bairros, em toda a localidade existem mais de dois mil bares e biroscas onde as bebidas alcoólicas são vendidas intensamente. Só no Largo do Boiadeiro existem doze bares, uma churrascaria em obras, que dizem já foi de Denyr Leandro o Denys durante mais de uma década, e uma mercearia que vende produtos do Nordeste. Aos domingos no Largo, uma feira que vende principalmente produtos típicos do Ceará e da Paraíba vai tornar-se também um ponto de encontros entre os moradores, ao som de repentistas que cantam os versos do "Cego Aderaldo". Desde 2006 foram feitas promessas para urbanização da localidade, algumas foram feitas, a maioria não saiu do papel, como a urbanização do Largo do Boiadeiro, a construção de um mercado modelo e de um teleférico para ligar a parte baixa à parte alta do morro.

5 de ago de 2015

PROTESTOS CONTRA OLIMPÍADA 2016

PROTESTOS COMEÇARAM HÁ UM ANO ATRÁS E CONTINUAM NA ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS
Exatamente um ano depois dos primeiros protestos, a luta continuou, acelerada com um presidente interino que não governa e um país imerso em grave crise.
Muitas obras que já deveriam estar prontas para beneficio da população, estão ainda em ritmo lento. Protestos contra os Jogos Olímpicos 2016 começaram em frente à Prefeitura na tarde de 05 de agosto de 2016 e se dirigiram para a sede do Rio 2016 horas depois que o prefeito Eduardo Paes e representantes do Comitê Olímpico lançavam oficialmente as obras para o evento internacional. Movimentos sociais lançaram a campanha "Olimpíadas Para Quem?" para protestar contra o descaso, obras inacabadas e superfaturadas, e o desrespeito aos direitos humanos promovidos pela Prefeitura do Rio, pelo Comitê Olímpico Internacional e os Governos Federal e Estadual. Para os organizadores o COI assim como a FIFA usa o esporte para satisfazer seus interesses escusos e aumentar a margem de lucro a qualquer preço, praticando remoções indevidas, deixando milhares de famílias ao desabrigo, como na recente invasão e remoção à força de moradores da Vila Autódromo. O movimento "Olimpíadas Para Quem?" vai promover uma série de atividades que vão culminar no dia sete de setembro com o "Grito dos Excluídos".

Em pleno Jogos Olímpicos a despoluição das Lagoas da Barra       e de Jacarepaguá não saiu do papel, pondo em risco os atletas que vem de todo planeta para competir, e principalmente os moradores que moram em sua proximidade. Em mais uma declaração com tom de deboche, as autoridades prometem a despoluição para 2030, uma prova do desprezo pela população que exige saneamento básico, e não viver cercado de esgotos.

obras do pac

obras do pac
inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna