17 de ago de 2015

JEAN BAUDRILLARD UM CRÍTICO DA SOCIEDADE DE CONSUMO

JEAN BAUDRILLARD SOCIÓLOGO E FOTÓGRAFO
BRASIL PAÍS DO SIMULACRO, REINO DO FAZ-DE-CONTA
"A Fotografia é nosso exorcismo. A sociedade primitiva tinha suas máscaras, a sociedade burguesa seus espelhos, nós temos nossas imagens. Nós acreditamos forçar o mundo pela técnica. Mas pela técnica é o mundo que se impõe a nós e o efeito da surpresa devido a essa reversão é considerável".
Jean Baudrillard

Photo by Alcyr Cavalcanti allrights reserved

O sociólogo, filósofo e fotógrafo francês Jean Baudrillard morreu no dia 06 de março de 2007. No dia 27 de julho estaria comemorando 87 anos. Em um país onde pessoas pagas pelo nosso dinheiro simulam que governam, mas de fato pouco se importam com a sociedade Baudrillard é mais atual do que nunca. Crítico da mídia, da sociedade de consumo e do espetáculo foi um dos intelectuais mais importantes das últimas décadas. Esteve no Brasil durante a "Eco 92" e  publicou vários livros entre eles "Simulacros e Simulações", "A Troca Impossível", "A Arte da Desaparição" e o polêmico "Power Inferno" sobre o atentado de 11 de Setembro . Sua obra influencia alguns cineastas, como os irmãos Wachowski na trilogia "Matrix" e Peter Weir no "Show de Truman". Ele acreditava que o excesso de informações transmitidas pelos meios de comunicação produzem uma erosão no sentido e um apagamento do mundo real. O mundo real é substituído pelo mundo dos simulacros, que são formas vazias, sem nenhum conteúdo, que nada significam.Para Baudrillard "O simulacro já não se trata apenas de imitação ou dobragem, mas por utilização dos elementos da realidade para simular situações reais, ultrapassando a fronteira do real e desconectando-se da realidade", o que já é chamado pelo autor de hiper-realidade. A tecnocracia e o império dos meios de comunicação acabam mergulhando as pessoas em um mundo virtual. Para ele o ser humano porta uma máscara, e o mais difícil a apreender não é a sua realidade nem a sua semelhança, é a sua máscara, ou seja sua identidade secreta. Em seus escritos ele analisa a imagem fotográfica, para ele dramática pelo seu silêncio, pela sua imobilidade.  O pensador francês procurava refletir por caminhos tortuosos, lançava mão de fragmentos onde o paradoxo era mais importante que o discurso linear, e afirmava: "Eu examino a vida que acontece no momento, da mesma forma que um fotógrafo".
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