10 de ago de 2015

A GUERRA DO TRÁFICO

BOPE INVADE A FAVELA DA MARÉ
MILICIA VENDEU MORRO DO JORDÃO POR R$3MILHÕES PARA O CV
APÓS A MORTE DE PLAY BOY MORRO DA PEDREIRA VIROU UM CAOS
A "Guerra do Tráfico" continua fazendo cada vez mais mortos e feridos sem chegar a lugar nenhum. A Favela da Maré agora é o alvo, deixando um rastro de sangue, escolas fechadas e comércio que não abre suas portas. Há alguns dias atrás o domínio de territórios teve uma solução negociada, a peso de muita grana, em uma aliança cooperativa de um negócio altamente lucrativo. O comércio de venda de drogas perfeitamente inserido na economia capitalista precisa aumentar seus lucros, e às vezes é preferível negociar do que confrontar. Conforme publicado em O Dia a milícia que controlava o Morro do Jordão em Jacarepaguá negociou a favela para a rede criminal Comando Vermelho por três milhões de reais, que agora controla o Morro com "mão de ferro". A estratégia do CV é usar o Jordão como base de operações para o controle de outras localidades, como a Chacrinha e Curicica,  controladas pela facção Amigos dos Amigos. O Comando Vermelho foi expulso pela rede criminal ADA do Morro do Juramento em Vicente de Carvalho, se reorganizou e invadiu com um grupo de 90 homens muito bem armados com fuzis de assalto e pistolas automáticas o Morro do Jordão. O grupo de milicianos chefiado por um miliciano conhecido por Mello, para evitar uma possível derrota e derramamento de sangue vendeu o morro para o CV.
Após a morte do traficante Play Boy os moradores do Morro da Pedreira vivem com medo. A favela está sem comando, sem "dono do morro" que agora como disse uma moradora "virou uma bagunça". A "Guerra contra as Drogas" é uma guerra sem fim. Em mais uma ação policial "para acabar com o narcotráfico" policiais matam o traficante Jean da Silva Andrade o Jean Piloto de 24  anos, homem de confiança de Play Boy. Piloto   estava no Morro da Quitanda, em Costa Barros. Moradores do Morro da Pedreira idolatravam Celso Pimenta , ele distribuía remédios, reformava casas, patrocinava o futebol e a cervejada aos domingos, fazia a política de assistência social indiferente às promessas não cumpridas de um sistema ineficiente que despreza os despossuídos. No entanto para a policia ele era um matador frio e violento que explorava a comunidade, apenas mais um bandido que vivia endeusado pela imprensa. Por esse motivo deveria ser abatido.
A morte do narcotraficante Celso Pinheiro Pimenta o Play Boy no sábado está colocando em pânico os moradores do Complexo da Pedreira em Costa Barros, mas não vai mudar em nada o próspero comercio da venda de drogas controlada pela rede criminal Amigos dos Amigos-ADA.
Celso Play Boy era a "Bola da Vez", estava na mira da policia devido à sua notoriedade nas reportagens policiais, em jornais e televisões, desde a invasão de uma  piscina olímpica e do roubo de mais de cem motocicletas em um depósito, e posteriormente devolvidas por suas ordens.
Play Boy foi sepultado no Cemitério de Catumbi sob intenso foguetório. Seu tio declarou que ele foi executado depois de rendido por policiais. Na internet traficantes do Morro da Pedreira ameaçavam matar pelo menos 50 policiais, seria uma represália ao prêmio de R$50mil, para quem fizesse a delação premiada do paradeiro do traficante. Em mensagens seus comparsas diziam :"Vida se paga com vida. Tá aberta a caça à policia"  Nascido e criado em Laranjeiras, Zona Sul da cidade, entrou para a criminalidade aos 15 anos e pouco tempo depois ingressou na quadrilha de Pedro Dom, especializada em assaltos a residências de luxo. Pedro Dom e seus comparsas estiveram um tempo abrigados por Erismar o Bemtevi que chefiava a venda de drogas na Rocinha e morreu em um cerco policial em outubro de 2005. A morte é a regra no tão propagado mundo do crime em que sua parte mais visível, o comércio de venda de drogas a varejo também conhecido como  movimento, obviamente muda com extrema rapidez. Seus representantes nessa sinistra engrenagem, são substituídos  como meras peças de reposição sem necessidade de exaustivas reuniões, nem nenhum tipo de plenárias, nem processo eleitoral,  e como meras peças de reposição são substituídos rapidamente. O narconegócio perfeitamente inserido na rígida economia capitalista necessita expandir suas atividades para uma acumulação de capital, e a morte pode ser vista como um mero componente dentro das regras do jogo, conforme as leis da oferta e da procura.
PEDREIRA TEM NOVO CHEFE
A substituição está sendo feita com rapidez. Sai Play Boy entra Carlos José Fernandes o Arafat. Arafat tem 36 anos, é foragido do sistema prisional, e segundo as autoridades é muito violento e matador de policiais. Em 2010 ao atirar uma granada em uma viatura policial, foi mal sucedido, a granada explodiu em sua mão e perdeu dois dedos. Foi prontamente levado para a Rocinha, na época ainda chefiada por Antônio Bonfim o Nem, que também pertence à rede ADA e ainda atuava em liberdade, que o levou para um hábil cirurgião em uma clínica clandestina na favela, que evitou que perdesse toda a mão. Arafat chefia as Favelas de Jorge Turco e Final Feliz e era de total confiança de Play Boy. Traficante de muita ousadia, conseguiu tomar as favelas de Barros Filho que estavam sob o domínio do Comando Vermelho.

O plano de invadir as favelas do Complexo da Maré em uma aliança cooperativa com o Comando Vermelho-CV , que havia sido tramada por Celso Play Boy, para tomar pontos de venda do Terceiro Comando-TC deverá ficar para uma ocasião mais oportuna, embora o grupo que domina os morros da Pedreira tenha mais de 400 homens muito bem armados.
Esse poderio bélico que possui a rede criminal ADA vem mostrar à população a dificuldade da política de segurança do Estado do Rio de Janeiro, um verdadeiro "enxuga gelo", onde grupos muito bem armados aterrorizam os moradores das favelas ocupadas ou não pelas forças de pacificação. Ao contrário da paz prometida, a  violência tem  espalhado suas metástases como um tumor maligno por toda a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro.
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obras do pac

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