30 de set de 2015

A "GUERRA DO RIO" CONTINUA E DEIXA A POLICIA PERPLEXA

MILITARES DA FORÇA NACIONAL SÃO METRALHADOS POR TRAFICANTES
FORÇA NACIONAL COM APOIO DE POLICIAIS E BLINDADOS INVADE A MARÉ
CHAPADÃO X PEDREIRA É A "GUERRA DO RIO"
A "GUERRA DO RIO " ATINGE O SAMBA
No Rio de Janeiro existem "zonas proibidas" onde ninguém entra sem autorização, passaporte dado pelo narcotráfico. A Vila do João é uma delas, onde várias vezes pessoas que entraram por descuido foram atingidas por armas de fogo, algumas de maneira fatal. Três militares da Força Nacional foram metralhados na tarde de quarta feira 10 de agosto, um deles em estado grave, foi atingido na cabeça e permanece hospitalizado. Horas depois grande contingente invadiu a favela localizada no Complexo da Maré onde facções disputam o controle de território, em uma "guerra" sem fim. Durante a operação para prender bandidos que atiraram nos agentes na última quarta feira, Igor Gregório morador da favela foi atingido e faleceu a caminho do hospital. O confronto deixou dois feridos. Existe um outro bairro na cidade onde ninguém entra sem autorização,  Costa Barros subúrbio carioca, onde as redes criminais disputam o domínio territorial dos pontos de venda de drogas. Comando Vermelho e Amigo dos Amigos-ADA trazem terror aos moradores em uma guerra sem fim. Há dias atrás  o compositor Leonel da Escola de Samba Vila Isabel foi executado por dois motoqueiros na Rua Petrocochino na entrada do Morro dos Macacos. Foi vencedor do samba-enredo da Vila em 13 ocasiões e parceiro de Martinho da Vila e Arlindo Cruz. O Morro dos Macacos é também alvo de disputa pelo controle da venda de drogas em suas inúmeras bocas, e é controlado pela ADA.
Policiais civis da Delegacia Geral de Policia Especializada-DGPE com ajuda da Coordenadoria de Recursos Especiais-CORE invadem o Chapadão e mais duas favelas para prender traficantes e diminuir o roupo de cargas na região. O Conjunto de Favelas do Chapadão que abrange Costa Barros, Pavuna e Anchieta é o novo centro de operações do Comando Vermelho, após as invasões do Morro do Alemão e do Jacarezinho. Inúmeras barricadas foram montadas para dificultar ação policial ou invasão de bandidos da rede criminal Amigos dos Amigos-ADA.
Em todo o Brasil a matança continua, e o Rio de Janeiro é um dos líderes da triste estatística  em todo o país. Um grupo armado fez um arrastão no início da manhã de quinta 22/10/ na Rua Edgar Romero, uma das principais de Madureira causando pânico entre pessoas que saiam para o trabalho. Um ouvinte da Band FM presenciou um assalto a ônibus onde os bandidos deram um aviso inusitado: "Cidadãos, respeitem a bandidagem", que pode ser um aviso, ou quem sabe um deboche, face a uma política de segurança ineficiente. Há dias atrás em tiroteio morreu o PM Caio Cesar Cardoso que para reforçar o orçamento, de maneira honesta, fazia um "bico" fazendo a voz do herói juvenil Harry Potter em dublagem. A policia invadiu vários morros da Zona Norte para prender os assassinos. Os moradores do Alemão, da Penha e do Jorge Turco estão temerosos com a onda de violência que parece não ter fim.
Violência gera violência, é um antigo ditado que tem sido seguido a risca na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, uma lei que faz vítimas de todos os lados, morrem inocentes, morrem agentes da lei, morrem bandidos, colocando em cheque a tão prometida pacificação através das UPP.
invasão dos morros
Cada dia morrem um, dois, três, dezenas de pessoas no Rio de Janeiro vitimados pela violência desenfreada, tornando a cidade a "Campeã mundial da cocaína e da carnificina" com foi a manchete de um jornal inglês há anos atrás, mas que serve bem para ilustrar os dias de hoje. Com a implantação das Unidades Pacificadoras UPP parecia que tudo ia ficar resolvido, que as mais de 950 favelas cariocas iriam viver em paz e harmonia, paz que se estenderia a toda a cidade. Tremendo engodo, tudo não passou de propaganda enganosa, apoiada pela grande mídia para dar uma sensação de paz que durou muito pouco.  A política de confronto da Secretaria de Segurança conseguiu apenas estabelecer um "cinturão cirúrgico" para isolar as mega favelas consideradas "Zonas Vermelhas", critério estabelecido pela Escola Superior de Guerra e adotado na cidade desde a gestão do general Nilton Cerqueira. Os moradores das favelas e periferia vivem em tensão constante, que beira o pânico, sitiados e sem os mínimos direitos de cidadania, ora ameaçados pelo narcotráfico, ora pelas milícias, ora pelas forças de segurança, que vivem uma guerra sem fim. Foi uma semana de terror, um retorno à barbárie. Um policial militar lotado em uma UPP foi barbaramente torturado e executado e depois arrastado por um cavalo em uma favela de Nova Iguaçu, como há 200 anos atrás no Velho Oeste, em claro desrespeito a uma instituição centenária. No Centro da cidade, no Morro da Providência o jovem narcotraficante Eduardo Felipe dos Santos, de 17 anos, foi executado depois de rendido por cinco policiais militares. O primeiro registro da ocorrência foi morte em confronto, o famigerado "auto de resistência", mas a ação foi gravada em vídeo que desmascarou a farsa montada pelos PMs. Os agentes executaram o rapaz depois de dominado e colocaram uma arma em sua mão fazendo alguns disparos. Mas tudo foi gravado em imagens de um celular. A ação de manipular, em alterar cenas de crimes são recorrentes como diz a nota distribuída pela Anistia Internacional, um procedimento vicioso que causa repulsa a toda a população, e que em vez de trazer a paz, está levando a uma violência desmedida, onde não existem vencedores nem vencidos. Todos saem derrotados.

20 de set de 2015

TERROR NAS PRAIAS: POLICIA PRENDE NO VERÃO DE 50 GRÁUS

POLICIA COLOCA MAIOR EFETIVO NAS PRAIAS E PRENDE MAIS DE 45 PESSOAS
BANDO DE ADOLESCENTES ATERRORIZA PRAIAS DA ZONA SUL 
EM REPRESÁLIA LINHAS DE ÔNIBUS FORAM EXTINTAS

O efetivo policial foi aumentado, 700 policiais militares para garantir a ordem, linhas de ônibus foram extintas para evitar a invasão das praias da Zona Sul, uma solução muito discutível, apenas serve para sacrificar ainda mais os moradores do subúrbio. Policiais prenderam mais de 45 pessoas, entre eles 41 menores, mas conseguiram pegar poucos com a "mão na massa" ou seja em flagrante delito. Alguns menores despossuídos esperavam garantir a refeição, caindo em cima de turistas desavisados mas foram impedidos e acabaram  parar nos abrigos cheios de fome e com a barriga vazia. O efetivo  policial aumentou em muito o contingente para evitar uma tragédia entre bando de adolescentes e "justiceiros" que estão convocando seguidores pelas redes sociais para um confronto armado que iria transformar as praias em uma zona de guerra. Lutadores de MMA criaram um grupo pelas redes sociais para proteger banhistas do arrastão de final de semana, segundo eles devido à impossibilidade da policia de agir na praias da Zona Sul. Arrastão e violência infernizaram o final de inverno com cara de verão, e foi apenas um aviso do que poderá ser o verão mais violento de todos os tempos. Moradores da Zona Sul resolveram fazer o papel de justiceiros espancando quem tinha a ver e quem não tinha nada a ver com a confusão, pelo simples fato de ser usuário das linhas 476 e 474.
Um final de inverno com mais de quarenta graus, foi um prenúncio de um verão de torrar os miolos com praias cheias e muita confusão. Com obras de norte a sul, os cariocas teve a estação mais fria do ano com um calor típico de janeiro para esquentar os ânimos. Com o inicio do verão e praias lotadas o melhor era não sair de casa. Arrastão foi a tônica nas praias da cidade, deixando quem queria se divertir no final de semana assustado com tanta violência. O efetivo policial foi insuficiente para impedir que grupos de menores tumultuassem o único lazer gratuito dos cariocas. O que se viu foi assaltos em todas as praias, prática que voltou á moda a todo vapor. Reza a lenda que o chefe do tráfico em Vigário Geral Jorge Negão proibiu o arrastão nas praias cariocas nos anos 90 depois de um acordo feito entre as partes interessadas. Na prática prevaleceu o bom senso, os bandos de pivetes se acalmaram e as praias ficaram na santa paz.
surfistas de ônibus


Nos dias de hoje com escaramuças diárias entre as forças da lei e a bandidagem o que se vê é uma desorganização como nunca se viu, assaltos em todos os bairros tornando o final de semana um verdadeiro inferno. Metro e ônibus superlotados, em algumas linhas o triste hábito de assaltar passageiros nos pontos de ônibus e a volta dos "surfistas de coletivo", um hábito que muitas vezes pode ser fatal. O carioca teve o inverno mais quente dos últimos anos. Será que o calor excessivo afeta as mentes e a conduta dos cariocas. Estamos esperando não que venha setembro, como nos versos do poeta, mas que venha o sol de primavera em dezembro na paz e na harmonia. O Rio de Janeiro merece curtir sua praia, depois de uma semana de dificuldades e uma enxurrada de péssimas notícias desde Brasilia passando pelos hospitais cariocas.

14 de set de 2015

PACOTE RECESSIVO VAI APROFUNDAR A CRISE

DILMA NÃO TER MAIS ONDE CORTAR E QUER RESSUSCITAR CPMF
MAIS POBRES É QUE VÃO PAGAR A CONTA
ESTADO DO RIO À BEIRA DA FALÊNCIA

Em reunião com ministros e assessores a presidente diz que não tem mais onde cortar e quer impor mais um imposto a CPMF, que vai incidir mais em pessoas de menor renda. Além de mais um tributo o governo para obedecer fielmente as imposições do FMI vai propor também uma reforma da Previdência para cobrir os desvios e gastos excessivos para beneficiar meia dúzia de protegidos. O pacotão recessivo vai fazendo vítimas por todo lado. A presidente Dilma Roussef em encontro com parlamentares do PDT disse estar estarrecida com trecho do relatório do Fundo Monetário em que o documento afirma "que a situação do Brasil é crítica e não vai melhorar em 2016". Há semanas atrás o Ministro Joaquim Levy pediu para sair do governo. Disse estar cansado de não ser atendido. Demissões em massa no setor naval, governador Pezão sem dinheiro para pagar o funcionalismo. Hospitais fecham por falta de medicamento é o retrato sem retoques de um país em recessão. Por falta de dinheiro Dilma cancelou viagem ao Japão, mas viaja até Paris, para conferência do clima. Segundo nota da Presidência "A partir de 01/12 o governo não pode mais empenhar despesas discricionárias". Seguindo orientação do Tribunal de Contas a presidente corta R$10 bilhões e suspende pagamentos. Enquanto as verbas para os programas sociais vão encolhendo, os marqueteiros de plantão vão gastar R$ 57 milhões em propaganda e marketing, enquanto isso Lula pede a cabeça do ministro Joaquim Levy e tenta recolocar Henrique Meirelles para comandar a economia.  Dilma continua conforme conselhos de seu padrinho político Lula atacando a tão combalida oposição, que vive às tontas. Programas sociais que são a base de sustentação popular a seu governo vão ter suas verbas cortadas. Enquanto isso  a Câmara tenta aprovar projeto que aumenta em três vezes o Fundo Partidário, e diminui em muito as verbas do Bolsa Família. Enquanto isso só se pensa na eleição de presidente daqui a três anos, visto que o impeachment "foi pro brejo" em um grande acordo em que o povo não foi consultado.  A Fundação Perseu Abramo ligada ao PT através de seu diretor Marcio Pochman fez duras críticas ao pacote econômico. O economista foi diretor do IPEA (análises econômicas) e filiado ao PT. A presidente Dilma Roussef passou o final de semana na ONU e a tônica de seu discurso foi o combate á corrupção e a promessa de cumprir as diretrizes do FMI.  A presidente tem feito encontros demorados  com ministros e assessores para implantar o pacotão recessivo imposto pelo Fundo Monetário Internacional-FMI. As exigências do FMI vão aprofundar a crise política e não vão resolver os problemas econômicos de um país, que já foi a oitava economia mundial. O pacote vai atingir principalmente áreas que deram sustentação popular à presidente, programas sociais como Bolsa Família, verbas para educação e saúde e Programa de Aceleração do Crescimento que vão deixar os moradores de favelas e zonas periféricas entregues somente à repressão policial, para exercer  controle social, evitar a revolta dos despossuídos. A questão agrária também não vai ser resolvida, nem sequer os conflitos serão atenuados, e a direção do MST faz uma série de reivindicações e cobra promessas de campanha, visto que o Pacote ameaça conquistas conseguidas com muito esforço. O pacote não vai atingir as elites orgânicas que detém o capital e não querem abrir mão de nem um centavo. O ministério Dilma é um "saco de gatos" onde cada um tem uma orientação político/social e só pensa em si mesmo, em auto sobrevivência. Existe um embate entre os que querem somente cortar gastos e os que querem somente aumentar impostos, e no meio de tudo isso 95% da população vai sofrer e a minoria de 5% mas que detém as finanças, serão os únicos beneficiados. Nas favelas cariocas predomina a descrença e a decepção com a interrupção das obras do PAC, com o não cumprimento das promessas de campanha, e principalmente com a repressão policial cada vez maior e a falta de postos de trabalho e um desemprego acelerado. O ano de 2015 está no final, sem sequer ter  começado e deixa em todos nós sérias dúvidas de como vai ser o amanhã e os dias que virão com a implantação pela goela a dentro do Pacotão do FMI.

obras do pac

obras do pac
inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna