14 de set de 2015

PACOTE RECESSIVO VAI APROFUNDAR A CRISE

DILMA NÃO TER MAIS ONDE CORTAR E QUER RESSUSCITAR CPMF
MAIS POBRES É QUE VÃO PAGAR A CONTA
ESTADO DO RIO À BEIRA DA FALÊNCIA

Em reunião com ministros e assessores a presidente diz que não tem mais onde cortar e quer impor mais um imposto a CPMF, que vai incidir mais em pessoas de menor renda. Além de mais um tributo o governo para obedecer fielmente as imposições do FMI vai propor também uma reforma da Previdência para cobrir os desvios e gastos excessivos para beneficiar meia dúzia de protegidos. O pacotão recessivo vai fazendo vítimas por todo lado. A presidente Dilma Roussef em encontro com parlamentares do PDT disse estar estarrecida com trecho do relatório do Fundo Monetário em que o documento afirma "que a situação do Brasil é crítica e não vai melhorar em 2016". Há semanas atrás o Ministro Joaquim Levy pediu para sair do governo. Disse estar cansado de não ser atendido. Demissões em massa no setor naval, governador Pezão sem dinheiro para pagar o funcionalismo. Hospitais fecham por falta de medicamento é o retrato sem retoques de um país em recessão. Por falta de dinheiro Dilma cancelou viagem ao Japão, mas viaja até Paris, para conferência do clima. Segundo nota da Presidência "A partir de 01/12 o governo não pode mais empenhar despesas discricionárias". Seguindo orientação do Tribunal de Contas a presidente corta R$10 bilhões e suspende pagamentos. Enquanto as verbas para os programas sociais vão encolhendo, os marqueteiros de plantão vão gastar R$ 57 milhões em propaganda e marketing, enquanto isso Lula pede a cabeça do ministro Joaquim Levy e tenta recolocar Henrique Meirelles para comandar a economia.  Dilma continua conforme conselhos de seu padrinho político Lula atacando a tão combalida oposição, que vive às tontas. Programas sociais que são a base de sustentação popular a seu governo vão ter suas verbas cortadas. Enquanto isso  a Câmara tenta aprovar projeto que aumenta em três vezes o Fundo Partidário, e diminui em muito as verbas do Bolsa Família. Enquanto isso só se pensa na eleição de presidente daqui a três anos, visto que o impeachment "foi pro brejo" em um grande acordo em que o povo não foi consultado.  A Fundação Perseu Abramo ligada ao PT através de seu diretor Marcio Pochman fez duras críticas ao pacote econômico. O economista foi diretor do IPEA (análises econômicas) e filiado ao PT. A presidente Dilma Roussef passou o final de semana na ONU e a tônica de seu discurso foi o combate á corrupção e a promessa de cumprir as diretrizes do FMI.  A presidente tem feito encontros demorados  com ministros e assessores para implantar o pacotão recessivo imposto pelo Fundo Monetário Internacional-FMI. As exigências do FMI vão aprofundar a crise política e não vão resolver os problemas econômicos de um país, que já foi a oitava economia mundial. O pacote vai atingir principalmente áreas que deram sustentação popular à presidente, programas sociais como Bolsa Família, verbas para educação e saúde e Programa de Aceleração do Crescimento que vão deixar os moradores de favelas e zonas periféricas entregues somente à repressão policial, para exercer  controle social, evitar a revolta dos despossuídos. A questão agrária também não vai ser resolvida, nem sequer os conflitos serão atenuados, e a direção do MST faz uma série de reivindicações e cobra promessas de campanha, visto que o Pacote ameaça conquistas conseguidas com muito esforço. O pacote não vai atingir as elites orgânicas que detém o capital e não querem abrir mão de nem um centavo. O ministério Dilma é um "saco de gatos" onde cada um tem uma orientação político/social e só pensa em si mesmo, em auto sobrevivência. Existe um embate entre os que querem somente cortar gastos e os que querem somente aumentar impostos, e no meio de tudo isso 95% da população vai sofrer e a minoria de 5% mas que detém as finanças, serão os únicos beneficiados. Nas favelas cariocas predomina a descrença e a decepção com a interrupção das obras do PAC, com o não cumprimento das promessas de campanha, e principalmente com a repressão policial cada vez maior e a falta de postos de trabalho e um desemprego acelerado. O ano de 2015 está no final, sem sequer ter  começado e deixa em todos nós sérias dúvidas de como vai ser o amanhã e os dias que virão com a implantação pela goela a dentro do Pacotão do FMI.
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inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna