4 de mar de 2016

LULA CONDENADO NA JUSTIÇA DO PARANÁ

 CONTINUA A BATALHA DO PARANÁ. EX-PRESIDENTE DEPÔE NOVAMENTE DEPOIS DE CONDENADO PELO  JUIZ SÉRGIO MORO EM CURITIBA SOBRE O TRÍPLEX DE GUARUJÁ
LULA  REBATEU ACUSAÇÕES DIZ QUE VAI SER CANDIDATO A PRESIDENTE E ESTÁ INDIGNADO COM "SHOW DE PIROTECNIA"
Lula depôs novamente na Justiça do Paraná frente ao Juiz Sergio Moro e negou as acusações feitas pelo seu ex-ministro Antônio Palocci a quem chamou de mentiroso, sorrateiro. O ex-presidente Lula já havia sido condenado a nove anos de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelo Juiz Sérgio Moro, pelo caso do Tríplex de Guarujá, mas vai poder recorrer em liberdade.  Em entrevista um dia após a condenação em primeira instância Lula diz que o Juiz Moro não tem provas contra ele e que vai ser provada sua inocência e vai ser novamente presidente eleito pelo povo. Foi condenado porque  teria recebido o apartamento como pagamento de propina do Grupo  OAS. Se o recurso for negado e a condenação for confirmada Lula vai ficar inelegível e nem poderá ocupar cargo público por dezenove anos, o que na prática seria seu enterro político.
 As idas e vindas do "Caso Lula" já duram um bom tempo. O ex-presidente Lula já havia feito um longo  depoimento de quatro horas na quarta feira 10/04/2017, na justiça do Paraná ao juiz Sergio Moro na Operação Lava-Jato sobre o caso do apartamento em Guarujá. Na saída o ex-presidente fez um comício para milhares de correligionários e se disse inocente das acusações e perseguição política.  Dilma Roussef também fez um discurso defendendo Lula.
Foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved
O ex-presidente Luís Inácio Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. As gravações do depoimento que seriam feitos pela defesa foram negadas e as gravações oficiais foram disponibilizadas logo após o término do depoimento .  Centenas de manifestantes a favor e contra o ex-presidente se deslocaram para Curitiba e forte segurança de mais de 3 mil homens isolou o local temendo protestos violentos.  Lula já havia feito depoimento na Justiça Federal em Brasília e negou que tivesse relações de amizade com Nestor Cerveró um dos diretores da Petrobrás preso pela Operação Lava-Jato. Lula disse estar revoltado com as seguidas acusações, segundo ele todas sem fundamento e ao dirigir-se ao juiz disse estar indignado em ver todo o dia repórteres cercando sua casa à espera de uma hipotética prisão e acha lamentável o Partido dos Trabalhadores  ser tachado de "organização criminosa".
Há alguns anos atrás   a ex- presidente Dilma, um dia após o depoimento de Lula debaixo de vara, foi ao encontro do ex-presidente para prestar solidariedade e traçar uma estratégia para os próximos dias, face ao que considera ataques indevidos por parte do juiz Sergio Moro e de membros da Operação Lava-Jato. A presidente achou a "condução coercitiva" um ato de força e totalmente desnecessária. O ex-presidente deu entrevista após o depoimento na Operação Lava-Jato e se julgou indignado pela maneira a que está sendo conduzida a investigação. Para Lula é apenas "um show de pirotecnia" orquestrado por parte da imprensa, interessada em prejudicar as instituições. Acusou diretamente a imprensa entre elas a Revista Época de querer manipular os fatos e influenciar o andamento do processo. convocou a militância, pretende percorrer todo o país em uma nova cruzada, provavelmente antecipando a campanha para a presidência de 2018.  O ex-presidente Lula foi obrigado a depor na 24a fase da Operação Lava-Jato chamada de "Operação Aletheia", palavra grega que significa verdade e também revelado. Além disso é também usado em psicologia quando se procura a verdade por detrás das aparências. O termo foi usado também por escritores ligados ao nazi-fascismo. Duzentos policiais federais e auditores da Receita Federal cumprem mais de quarenta mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia. A fase da Operação apura possível favorecimento ao ex-presidente Lula ao apartamento tríplex em Guarujá e também em sitio em Atibaia.´

 Em São Bernardo do Campo correligionários de Lula e opositores entraram em confronto, que  se transformou em uma pancadaria e tumulto generalizado obrigando à intervenção policial.  O auditor Roberto Lima fiscal da Receita Federal apura possíveis irregularidades em palestras do ex-presidente e no Instituto Lula dirigido por Paulo Okamoto.
O procurador Carlos Fernando Santos Lima deu entrevista coletiva e diz ser necessário desmontar uma organização criminosa que deve ser extinta. Para ele "não existe ninguém acima da lei" e que Luiz Inácio Lula da Silva não tem mais foro privilegiado. O nosso objetivo é conseguir provas, não temos nenhuma conotação política. Em resposta a um repórter o procurador diz que existem indícios de envolvimento do ex-presidente que teria recebido vantagens indevidas de empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato. As investigações apontam para Lula e o Partido dos Trabalhadores e segundo o procurador  "temos indícios e informações suficientes para andamento das investigações".
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