4 de mar de 2016

LULA CONDENADO NA JUSTIÇA DO PARANÁ

 LULA ESTÁ PRESO NA POLICIA  FEDERAL EM CURITIBA
CONTINUA A BATALHA DO PARANÁ. EX-PRESIDENTE DEPÔS NOVAMENTE DEPOIS DE CONDENADO PELO  JUIZ SÉRGIO MORO EM CURITIBA SOBRE O TRÍPLEX DE GUARUJÁ E TEM PENA AUMENTADA PARA 12 ANOS 
Depois de muita negociação e uma tentativa por parte de manifestantes em impedir sua saída do Sindicato dos Metalúrgicos, o ex-presidente se entregou para cumprir a sentença de prisão. Foi transferido e vai cumprir a ordem de prisão emitida pelo juiz Sergio Moro em uma sala na Policia Federal em Curitiba no Paraná.
 O Supremo julgou o recurso pedido pela defesa do ex-presidente dia 04 de abril e o juiz Sergio Moro determinou que o ex-presidente se apresente hoje, sexta-feira dia 06 de abril para cumprir a sentença de prisão. Multidão se reuniu até a madrugada em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo para dar apoio ao seu líder.  A ministra Carmen Lúcia pede serenidade e muita calma tanto para os manifestantes pró e contra Lula como  também aos ministros do STF que vão julgar seu destino. Por seis votos a cinco o STF rejeitou o pedido feito pela defesa do ex-presidente. O voto de desempate foi da presidente do STF ministra Carmen Lúcia e fica nas mãos do juiz Sergio Moro a prisão de Luiz Inácio Lula da Silva, para tristeza de uns e alegria de outros em uma radicalização que poderá ser intensificada na proximidade das eleições.
O Tribunal Regional Federal- TRF-4 em Porto Alegre negou recurso da defesa do ex-presidente e manteve a condenação. Ordem de prisão pode ser expedida pelo juiz Sergio Moro, mas na prática isso só poderá ou não ocorrer depois do dia 04 de abril, em sessão no Supremo. Enquanto o TRF-4 julgava o recurso, o ex-presidente Lula fazia discurso em praça pública em uma estratégia para tentar concorrer à presidência, embora tecnicamente seja considerado como "Ficha Suja".
O Supremo Tribunal-STF adiou para abril o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-presidente. O STF está dividido entre os que aceitariam o pedido e os que querem a condenação e prisão imediata do ex-presidente Lula. A ministra Carmen Lúcia pode ser o voto decisivo, em caso de empate. Na prática mesmo que o ex-presidente seja condenado pelo juiz Moro no dia 26 de março, não poderá ser preso, isso só ocorrerá depois de examinarem o pedido de habeas corpus que ficou para depois da Semana Santa.
O Ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal determinou o envio à justiça Federal de Brasília/DF uma denúncia contra o ex-presidente Lula, a ex-presidente Dilma e os ministros Guido Mantega, Antônio Palocci e o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto.
Em um processo que vem se arrastando há meses  Lula depôs novamente na Justiça do Paraná desta vez com três juizes que foram unanimes em condená-lo, e ainda teve a pena aumentada, o que causou espanto por um simples motivo, insuficiência de provas. Anteriormente Lula ficou frente a frente com o Juiz Sergio Moro e negou as acusações feitas pelo seu ex-ministro Antônio Palocci a quem chamou de mentiroso, sorrateiro. O ex-presidente Lula já havia sido condenado a nove anos de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro pelo Juiz Sérgio Moro, pelo caso do Tríplex de Guarujá, mas vai poder recorrer em liberdade.  Em entrevista um dia após a condenação em primeira instância Lula diz que o Juiz Moro não tem provas contra ele e que vai ser provada sua inocência e vai ser novamente presidente eleito pelo povo. Foi condenado porque  teria recebido o apartamento como pagamento de propina do Grupo  OAS. Se o recurso for negado e a condenação for confirmada Lula vai ficar inelegível e nem poderá ocupar cargo público por dezenove anos, o que na prática seria seu enterro político.
 As idas e vindas do "Caso Lula" já duram um bom tempo. O ex-presidente Lula já havia feito um longo  depoimento de quatro horas na quarta feira 10/04/2017, na justiça do Paraná ao juiz Sergio Moro na Operação Lava-Jato sobre o caso do apartamento em Guarujá. Na saída o ex-presidente fez um comício para milhares de correligionários e se disse inocente das acusações e perseguição política.  Dilma Roussef também fez um discurso defendendo Lula.
Foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved
O ex-presidente Luís Inácio Lula é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro. As gravações do depoimento que seriam feitos pela defesa foram negadas e as gravações oficiais foram disponibilizadas logo após o término do depoimento .  Centenas de manifestantes a favor e contra o ex-presidente se deslocaram para Curitiba e forte segurança de mais de 3 mil homens isolou o local temendo protestos violentos.  Lula já havia feito depoimento na Justiça Federal em Brasília e negou que tivesse relações de amizade com Nestor Cerveró um dos diretores da Petrobrás preso pela Operação Lava-Jato. Lula disse estar revoltado com as seguidas acusações, segundo ele todas sem fundamento e ao dirigir-se ao juiz disse estar indignado em ver todo o dia repórteres cercando sua casa à espera de uma hipotética prisão e acha lamentável o Partido dos Trabalhadores  ser tachado de "organização criminosa".
Há alguns anos atrás   a ex- presidente Dilma, um dia após o depoimento de Lula debaixo de vara, foi ao encontro do ex-presidente para prestar solidariedade e traçar uma estratégia para os próximos dias, face ao que considera ataques indevidos por parte do juiz Sergio Moro e de membros da Operação Lava-Jato. A presidente achou a "condução coercitiva" um ato de força e totalmente desnecessária. O ex-presidente deu entrevista após o depoimento na Operação Lava-Jato e se julgou indignado pela maneira a que está sendo conduzida a investigação. Para Lula é apenas "um show de pirotecnia" orquestrado por parte da imprensa, interessada em prejudicar as instituições. Acusou diretamente a imprensa entre elas a Revista Época de querer manipular os fatos e influenciar o andamento do processo. convocou a militância, pretende percorrer todo o país em uma nova cruzada, provavelmente antecipando a campanha para a presidência de 2018.  O ex-presidente Lula foi obrigado a depor na 24a fase da Operação Lava-Jato chamada de "Operação Aletheia", palavra grega que significa verdade e também revelado. Além disso é também usado em psicologia quando se procura a verdade por detrás das aparências. O termo foi usado também por escritores ligados ao nazi-fascismo. Duzentos policiais federais e auditores da Receita Federal cumprem mais de quarenta mandados de prisão em São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia. A fase da Operação apura possível favorecimento ao ex-presidente Lula ao apartamento tríplex em Guarujá e também em sitio em Atibaia.´

 Em São Bernardo do Campo correligionários de Lula e opositores entraram em confronto, que  se transformou em uma pancadaria e tumulto generalizado obrigando à intervenção policial.  O auditor Roberto Lima fiscal da Receita Federal apura possíveis irregularidades em palestras do ex-presidente e no Instituto Lula dirigido por Paulo Okamoto.
O procurador Carlos Fernando Santos Lima deu entrevista coletiva e diz ser necessário desmontar uma organização criminosa que deve ser extinta. Para ele "não existe ninguém acima da lei" e que Luiz Inácio Lula da Silva não tem mais foro privilegiado. O nosso objetivo é conseguir provas, não temos nenhuma conotação política. Em resposta a um repórter o procurador diz que existem indícios de envolvimento do ex-presidente que teria recebido vantagens indevidas de empreiteiras envolvidas na Operação Lava-Jato. As investigações apontam para Lula e o Partido dos Trabalhadores e segundo o procurador  "temos indícios e informações suficientes para andamento das investigações".
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