26 de ago de 2016

JORGE GUINLE, O DONO DA FESTA

JORGINHO GUINLE O ÚLTIMO PLAY BOY
                   "Vivi o que quis, quando eu quis"
                   "Nenhum Play Boy de hoje pode ser meu sucessor.
                    Todos tem um grave defeito: Eles trabalham"
                                                Jorge Guinle
Jorge Guinle se estivesse vivo iria fazer 100 anos muito bem vividos. Morreu em 2004 com 88 anos em seu "castelo" preferido, o Copacabana Palace, onde passou a maior parte de sua vida. Suas festas pareciam não ter   fim.
Jorginho rodeado de amigos photo Alcyr Cavalcanti all rights reserved
Foi o último Play Boy em uma época de muito glamour que não volta mais. Jorginho se gabava de nunca haver trabalhado, amante do jazz, se dizia marxista-leninista e acreditava em uma melhor distribuição de riquezas, talvez onde todos em um Nirvana tropical, em vez de cachaça Amansa Corno beberiam Moet et Chandon acompanhada do caviar iraniano Almas.
Jorge e seu filho Jorge Eduardo Photo by Alcyr Cavalcanti all rights reserved
Jorginho passou a vida entre Rio, Paris e Nova York. Teve muitas e muitas namoradas, apesar de ter pouco mais de 1,60m de altura, o que não o impediu de conquistar algumas das mais belas mulheres do mundo, como Ava Gardner,  Heddy Lamarr, Jayne Mansfield, Romy Schneider, Kim Novak  e outras menos famosas. Foi casado com Dolores Sherwood Bosshard com quem teve Jorge Eduardo artista plástico já falecido, depois com Ionita Salles Pinto, locomotiva das noites cariocas que teve Georgiana, e sua terceira esposa foi Maria Helena que lhe deu um filho Gabriel. Embora cruzasse com ele nas noites cariocas, nunca havíamos conversado, eu sempre procurei manter relações profissionais para poder executar da melhor forma minha tarefa. Apresentado ao Jorge Guinle formalmente pelo João Resende, marido da Hildegard Angel com quem trabalhei durante anos Jorginho resolveu falar que estava um pouco entediado com tantas festas e que gostava mesmo era de ir para Teresópolis com um grupo restrito de amigos para saborear um bom whisky ao som de um autêntico  jazz. Aí de fato se sentiria muito feliz, mas a invasão de pessoas nem tanto de seu grupo de amigos verdadeiros, a maioria analfabetos musicais (segundo sua visão) o deixavam entristecido e já pensava em se desfazer de sua bela casa de Teresópolis. Havia também um fator preponderante, quando emprestava a casa as coisas estavam sempre fora do lugar e nem sempre em perfeito estado.
Beth Winston photo Alcyr Cavalcanti all rights reserved

 Teve muitas namoradas no Brasil, entre outras Marta Rocha, Tania Caldas e Beth Winston com  quem teve uma relação atribulada. Sua amizade com músicos de jazz levou-o a escrever "Jazz Panorama" em 1953, para muitos críticos uma obra completa. Escreveu também "Um Século de Boa Vida" em 1997. Era um gentleman, extremamente bem educado e com ótimo relacionamento, deixou várias pessoas amigas na sociedade brasileira.
Jorginho e Carmen Mayrink photo by Alcyr Cavalcanti all rights reserved
Acometido por um aneurisma foi internado em estado grave, mas pediu para passar seus últimos momentos no lugar que mais amava, o Copacabana Palace. Antes de partir pediu para tomar um chá inglês e que colocassem um disco de saxofonista e compositor norte americano John Coltrane.
Com Dolores e Teresa de Souza Campos photo by Alcyr Cavalcanti rights reserved
 
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inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna