22 de abr de 2017

FUTEBOL BRASILEIRO O MELHOR E TAMBÉM O PIOR DO MUNDO

FLAMENGO ENFRENTA CHAPECOENSE NA COPA SULAMERICANA
FLAMENGO E FLUMINENSE SÃO ELIMINADOS EM TORNEIO CAÇA NIQUEIS CAMPOS DE FUTEBOL SÃO VERDADEIRAS ARENAS SANGRENTAS E O BOM FUTEBOL VAI DESAPARECENDO AOS POUCOS
 ARENAS FICAM VAZIAS E O FUTEBOL PENTACAMPEÃO VAI DESCENDO A LADEIRA
CLUBES BRASILEIROS NÃO AGUENTAM COMPETIÇÕES SIMULTÂNEAS
ENQUANTO DIRIGENTES LUCRAM, OS CLUBES AFUNDAM E TORCEDORES VESTEM A CAMISA DO BARCELONA
Flamengo joga tudo hoje em Chapecó com obrigação de vencer para compensar uma série de eliminações de um time bilionário mas que não tem conseguido se tornar uma equipe vencedora. O rubro-negro já seu adeus ao Brasileiro e foi eliminado em todas as competições não consegue justificar o alto investimento em uma penca de jogadores bem avaliados no mercado.  A irresponsabilidade dos dirigentes brasileiros, com raras exceções, leva certos clubes à vexames históricos como os de ontem em "arenas" diversas. O Flamengo clube que mais investiu em jogadores foi eliminado pelo Paraná e o Tricolor carioca pelo Londrina. Foram jogos horrorosos da chamada "Primeira Liga" um torneio natimorto que não conseguiu colocar nos dois estádios nem doze mil pessoas. Pode ser uma lição para os dirigentes ávidos de dinheiro, ou não adiantar nada. Os empresários continuam em festa, até porque são os donos da festa.
A violência crescente que assola o futebol brasileiro graças principalmente aos dirigentes dos clubes que protegem as torcidas organizadas inventadas pelos próprios dirigentes tem afastado dos estádios, verdadeiras arenas, mas no pior sentido os que amam o verdadeiro jogo da bola.  A morte do torcedor do Botafogo, assassinado de maneira bárbara conforme descrição abaixo veio a acelerar ainda mais a rivalidade que se transformou em uma verdadeira luta pela posse de território, ao estilo das redes criminais que infestam a cidade. Para piorar os dirigentes máximos de nosso futebol, do quadro da CBF estão sob suspeição. O Ministério Público pediu o afastamento de Marco Polo Del Nero e diretores da CBF baseado no Estatuto do Torcedor por irregularidades em Assembleia que prejudica os clubes. O futebol cinco vezes campeão do mundo tem também o triste título de campeão da violência. Um dos membros de uma torcida organizada do Flamengo de codinome  Gringo, que se encontra preso pela morte do torcedor Diego do Botafogo, assassinado brutalmente com espeto de churrasco, continua desafiando as autoridades e mesmo de dentro da cadeia tem enviado mensagens incitando mais carnificina. é o triste retrato de nossos torcedores de futebol.
 Dirigentes do futebol campeão do mundo conseguiram se superar. Uma partida da importância de Palmeiras X Grêmio foi disputada com reservas, sim com o Time B, um deboche. Os dirigentes medíocres do futebol penta campeão do mundo conseguem a proeza de colocar um jogo da importância de um Flamengo X São Paulo em um estádio chamado "Ninho do Urubu" que embora bem planejado  comporta no máximo 15 mil torcedores. Não sei se é tragédia ou comédia, mas que é uma tremenda burrice é. Depois os "gênios do esporte" reclamam que os clubes estão á beira da falência e os "colunistas amestrados" batem palma.  Torcedores do rubro negro, clube de maior torcida, fizeram protesto por causa do aumento extorsivo que impossibilita assistir as partidas de futebol. O raciocínio perverso de uma diretoria que ignora os torcedores e só pensa em encher os cofres.
O futebol é um jogo, um esporte, uma paixão nacional, mas sobretudo para os dirigentes é um grande negócio perfeitamente inserido em um sistema, onde o lucro é a lei e que deve ser conseguido a qualquer custo. O torcedor que não é bobo abandona os estádios que agora se chamam arenas e vivem vazios, mesmo em grandes clássicos como as semifinais do carioca em que os dois jogos não conseguiram juntos chegar a 40 mil torcedores. Na inusitada "Primeira Liga" um torneio absurdo que chega ao cúmulo de ter jogos como do Fluminense disputado em  um campinho Los Larios, um autêntico deboche, onde somente alguns acham graça.
 O Brasil sempre foi um celeiro de craques que apareciam aos milhares. Com a "modernização" do futebol a ganância é a lei e os futuros craques que em verdade são poucos são vendidos quando começam a despontar. Em verdade a terra de jogadores que teve de um lado em São Paulo um ataque onde brilhavam Pelé, Coutinho e Pepe para enfrentar do outro lado no Rio de Janeiro um ataque onde brilhavam Garrincha, Pelé e Zagalo tem hoje nenhum craque a apenas alguns bons jogadores.  Em 1970 mais de quarenta jogadores de alto nível foram convocados apenas 22 foram campeões mundiais. Nos dias de hoje as ruas vivem cheias de camisas do Barcelona, da Juventus ou do Real Madrid, as camisas dos clubes locais ficam na gaveta.
Foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved
Nosso futebol pentacampeão fica subordinado a uma entidade que está sob fortes indícios de corrupção na justiça, com o ex-presidente José Maria Marin preso, o atual presidente Marco Polo del Nero indiciado, impossibilitado de sair do país porque vai ser trancafiado sumariamente e com Ricardo Teixeira que dominou a entidade durante vários  anos  correndo sério risco de passar uma temporada na cadeia.  Em 2014 tivemos uma Copa do Mundo, foram construídos doze estádios, bastariam oito, visto que eram oito chaves. Obras foram superfaturadas, estádios foram transformados em Arenas com capacidade reduzida e com grande aumento de preços, a maior parte deles está abandonada com grande prejuízo para os estados.  Essa mesma entidade desorganizou de vez nosso esporte, que já foi das multidões e fez um calendário surreal com partidas superpostas em disputa de torneios e mais torneios que nada valem, a não ser encher os bolsos de dirigentes inescrupulosos e empresários que se assemelham a aves de rapina. São tantos jogos que ninguém mais se entende. É Campeonato Estadual, Copa Brasil, Torneio Rio-Sul-Minas, Copa Libertadores, Copa Sulamericana, Copa do Nordeste e alguns caça niqueis menos votados Nesta confusão, em um salve-se quem puder a grana está entrando nos bolsos dos dirigentes, as televisões enchem a burra de dinheiro, os jogadores passam a ser meras peças de reposição na "indústria do entretenimento", os estádios se transformam em arenas e o torcedor que se exploda. Tristes Trópicos.  

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