29 de jun de 2017

OPERAÇÃO CALABAR PRENDE PMS POR MEGAESQUEMA DE CORRUPÇÃO

VIOLÊNCIA TEM AUMENTADO NO RIO E TAMBÉM NO GRANDE RIO
"OPERAÇÃO CALABAR" PRENDE MAIS DE 80 POLICIAIS MILITARES DO 7o BPM ACUSADOS DE CORRUPÇÃO
PMS ALÉM DE TOMAR DINHEIRO DE TRAFICANTES TAMBÉM VENDIAM A COCAÍNA APREENDIDA
PARA O COMANDANTE DA PM FORAM ELIMINADAS "LARANJAS PODRES"
A corrupção e a uma densa rede de relações entre policiais militares e narcotraficantes  tem preocupado setores da Secretaria de Segurança. principalmente depois do caso que envolve quase uma centena de policiais militares em São Gonçalo, município próximo ao Rio de Janeiro e que apresenta altos índices de violência. Há pouco mais de quinze dias atrás uma megaoperação  da Policia Civil desbaratou um grande esquema de corrupção que envolve quase uma centena de policias militares lotados no 7o Batalhão sediado em São Gonçalo. Mais de quinhentos agentes da Corregedoria da PM, da Delegacia de Homicídios-DH de Niterói e São Gonçalo e do Grupo de Atuação no Combate ao Crime Organizado-GAECO participaram da operação, foram expedidos noventa e seis mandados judiciais contra policiais militares e setenta e dois contra narcotraficantes.
foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved

Até o final da tarde haviam sido presos oitenta e seis  policiais militares e vinte e dois narcotraficantes. A operação só teve êxito devido à colaboração de um bandido que intermediava as negociações entre narcotraficantes e policiais militares que revelou todo o esquema criminoso.  Durante mais de um ano foram feitas gravações que interceptavam as negociações entre policiais e narcotraficantes.

O esquema de extorsão compreendia grande área do município de São Gonçalo, região próxima à capital e limítrofe ao município de Niterói.  O pagamento era efetuado de diversas formas, ora jogado por cima do muro, às vezes em sacos de padaria, ou em envelopes fechados. Um informante resolveu delatar o esquema, quando foi interceptado com grande quantidade de dinheiro do suborno para ter redução de pena. As investigações começaram em 2014.
A "banda podre" da PM extorquia dinheiro em cinquenta localidades, mas a maior parte do "arreglo" cujo total excedia a mais de R$ 1 milhão por mês  era na Favela do Salgueiro e no Jardim Catarina, regiões de grande índice de criminalidade. A bandidagem pagava uma taxa, uma espécie de imposto para que atuassem livremente e não houvesse interferência em suas atividades criminosas. Em agosto de 2011 a juíza Patrícia Acioli foi executada por vinte um disparos de armas de grosso calibre por policiais que serviam neste batalhão quando apurava irregularidades praticadas por policiais do 7o BPM. A "Operação Calabar" foi assim denominada por lembrar o traidor da Inconfidência Mineira, Domingos Fernandes Calabar que culminou na execução do Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, cultuado herói nacional e símbolo da Policia Militar. Para o Coronel Comandante da Policia Militar foram eliminadas "laranjas podres" que contaminavam toda a tropa.  
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