19 de set de 2017

"RACHA DO TRÁFICO" NA ROCINHA TRAZ MUITO MEDO AOS MORADORES

A INVASÃO DA ROCINHA MOSTRA MAIS UMA VEZ A CRISE NA SEGURANÇA PÚBLICA
"NEM NÃO É MAIS DONO DE NADA" GRITA ROGÉRIO PARA QUEM QUISER OUVIR
Aos gritos de "Nem não é mais dono de nada" Rogério 157 tenta mostrar que vai resistir com muita dureza e muitos fuzis. Assim foi a palavra de ordem do atual "dono do morro" que rompeu com seu chefe Antônio Bonfim, o Nem. A recente invasão da Rocinha não foi a primeira nem vai ser a última, infelizmente. Desde a entrada maciça da cocaína no anos oitenta que a "Guerra da Rocinha" tem se sucedido em muitas batalhas, com alguns períodos de calmaria. Esta série de confrontos é um derivado tropical da "Guerra Contra as Drogas" uma política que não tem dado certo. A política de segurança do Estado do Rio de Janeiro tem sido uma sucessão de fracassos, que ficaram encobertos durante um breve tempo pela implantação das Unidades Pacificadoras-UPPS. O projeto de pacificação foi apenas uma tentativa de encobrir a triste realidade da desigualdade social, do déficit educacional e do problema habitacional no Rio de Janeiro, principalmente na "Cidade Maravilhosa". O isolamento das mega favelas formando uma espécie de cinturão cirúrgico criado para esconder as chamadas zonas de risco dos milhões de turistas que vieram conhecer as maravilhas tropicais durante os grandes eventos como a Visita do Papa, a Copa do Mundo e a recente Olímpiada 2016. Milhões e milhões foram gastos em obras feitas a toque de caixa, superfaturadas e  o chamado legado olímpico foi de fato uma dívida colossal.
foto Alcyr Cavalcanti all rights reserved
 
A Crise na Segurança não é um fenômeno recente, já vem de décadas e tem se agravado de maneira acelerada com a total falência do Estado do Rio de Janeiro, com sucessivos saques aos cofres públicos praticado pelo grupo político ligado ao PMDB com a complacência a o total apoio dos "governos populares" do Partido dos Trabalhadores-PT em nome de um arco de alianças à maneira tupiniquim. Em nosso estado a salvação na segurança viria com as UPPS que trariam a paz e a prosperidade para toda a população, pela erradicação da criminalidade e pela implantação de melhorias pelo projeto do Programa de  Aceleração do Crescimento em suas três etapas PAC-1, PAC-2 e PAC-3, programas de motivação eleitoreira. Somente o PAC-1 teve início e com algumas obras terminadas como algumas unidades de saúde as UPAS. Muitas obras ficaram inacabadas, outras não saíram do papel, embora muito dinheiro tenha escoado pelo ralo. A face obscura das UPPS veio à tona justamente na Rocinha com o "Caso Amarildo" em 2013 com a tortura como método de investigação, em conjunto com a extorsão e acordos pontuais com os "donos do morro".
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Com a Crise do Capital atingindo em cheio nosso país em especial nosso estado até o pouco dinheiro que sobrava dos grandes projetos acabou, as verdadeiras políticas públicas vieram mostrar em definitivo sua face, sem nenhum retoque. Repressão, confronto baseado no falso conceito global da "War on Drugs" ideário de Ronald Reagan e implantado como estratégia geopolítica de campo experimental na Colômbia. No Brasil a ideia vem desde a conceituação das "Zonas Vermelhas" desenvolvido no Rio de Janeiro pelo general Nilton Albuquerque Cerqueira, o "Cerqueira Branco" secretario de segurança que criou tropas especializadas para o combate ao inimigo, preferencialmente enquistados nas favelas. Essa "máquina de guerra" foi aperfeiçoada pelo Batalhão de Operações Especiais-BOPE da Policia Militar com utilização de blindados o Caveirão exoticamente agora pintado de branco. O Batalhão é extremamente bem treinado sob orientação bélica, com muito apoio da Policia  de Israel e suas tropas especializadas em conflitos urbanos.
 A "Guerra Contra as Drogas" é uma política equivocada, mas estrategicamente bem planejada e adotada em muitos países, embora tenha fracassado, o número de mortos em confronto tem aumentado, muitos civis são abatidos e o narcotráfico como fenômeno global só tem aumentado, engordando o bolso dos "barões do narcotráfico" e deixando uma triste estatística de jovens "soldados do movimento" mortos, e prontamente substituídos como meras peças de reposição neste "Exército de Reserva" na obscura e funesta indústria do crime. Na Rocinha, localidade de grande visibilidade pela sua localização os confrontos ficam mais visíveis, situada dentro da Gávea e São Conrado em ter fronteiras definidas ela é um complicador, principalmente na época de grande eventos como agora com a festa musical o Rock In Rio de repercussão globalizada. Para se chegar à grande festa passa-se obrigatoriamente pela entrada da "Maior Favela da América do Sul" e seus contrastes. A Rocinha é para uns um Paraíso Tropical, para outros, como agora, um Inferno Astral, conforme o humor de cada um. Façam sua escolha.
 

18 de set de 2017

ROCINHA VIVE DIAS DE TERROR

" A Rocinha é um vulcão adormecido, mas que pode explodir a qualquer momento"
                                                              Tio Lino, um morador

UM DOMINGO DE MUITO SANGUE NA "MAIOR FAVELA DA AMÉRICA DO SUL"ATÉ AGORA CINCO MORTOS É O NÚMERO OFICIAL
RACHA NO NARCOTRÁFICO TRAZ DE VOLTA MUITO MEDO
Um dia depois do domingo sangrento mais de trezentos e cinquenta policiais ocuparam grande parte da imensa favela desde as primeiras horas da segunda feira 18 de setembro, o Túnel Rebouças e acessos foram interditados para passagem do comboio policial . Foi um domingo que traz de volta a velha "Guerra da Rocinha" que vem desde os anos setenta. Em 1988 estive à serviço do Jornal do Brasil junto com o jornalista Jorge Antônio Barros para registrar o que de fato acontecia durante as matanças que se sucediam diuturnamente. As mortes se sucediam entre policiais e ex- policiais á serviço da contravenção e o grupo de narcotraficantes chefiados por Sérgio Ferreira da Silva o Bolado, um jovem de 21 anos que controlava a imensa área sob as ordens de Denir Leandro o Denys que dava as ordens de dentro da cadeia. Bolado era de total confiança de Denys e de sua rede criminal, na época a Rocinha pertencia ao Comando Vermelho. Desde 2003 aconteceu uma mudança de lado e a Rocinha após uma série de desavenças com os líderes do Comando Vermelho passou a ser controlada pela Amigos dos Amigos.
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Depois de muitas mortes e muito sofrimento a paz foi firmada em uma acordo entre a cúpula da contravenção e o grupo de Bolado em uma reunião no alto da Rua Um. Foi também criada em uma tentativa de pacificação a GRES Acadêmicos da Rocinha, que teve entre seus fundadores representantes do narcotráfico e do jogo do bicho.
Em 2011 houve uma grande invasão da Rocinha com auxílio da Forças Armadas para a implantação de uma Unidade de Policia Pacificadora-UPP que trouxe esperanças para os mais de 120 mil moradores divididos em suas 16 sub áreas. As esperanças e os sonhos dos moradores ficaram frustrados por dois principais motivos, a UPP como modelo de segurança não alcançou seus objetivos e depois do "Caso Amarildo" em 2013 caiu no descrédito. A tortura e extorsão eram os métodos de investigação mais utilizados. A segunda maior decepção foi o não cumprimento das promessas feitas pelos Governo Federal e Estadual com os sucessivos Programas de Aceleração do Crescimento o PAC-1.PAC-2 e PAC-3. Pouca coisa foi feita a maioria ficou na casa das promessas, como num grande santuário.
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Com a prisão do "dono do morro" Antônio Bonfim Lopes o Nem , da rede criminal Amigos dos Amigos-ADA o narcotráfico ficou durante anos controlado por um de seus fiéis Rogério Avelino o Rogério 157 que até meses atrás seguia as orientações de Nem. Mas de um tempo para cá aconteceu uma implantação de uma base do PCC rede criminal oriunda de São Paulo que começou a colocar alguns homens na favela. As desavenças entre Nem e Rogério começaram e chegaram ao auge em 13 de agosto de 2017 com a execução de três homens de confiança do Nem, entre eles Perninha, que vem desde a época de Bemtevi em 2003. Os três foram executados, vários outros foram barbaramente torturados e os sobreviventes expulsos da favela. desse então a matança continuou com dezenas de execuções quase diárias. Na madrugada de domingo 17/09 um "bonde" de cerca de setenta e cinco homens entrou  na localidade aos gritos de "Chegou o Bonde do Nem". O bando formado com soldados do Morro São Carlos, Vila Vintém, Morro dos Macacos e outras favelas tentou tomar os pontos de venda de drogas, foram rechaçados e foram encontrados dois corpos, mas segundo moradores tem muitos cadáveres espalhados em locais ermos, alguns enterrados, outros no micro-ondas. Hoje foram encontrados mais dois corpos e um morreu em confronto com a polícia.
A Rocinha está invadida, em suas principais vias de acesso por forças policiais civis de várias delegacias, homens do Batalhão do Choque e do Bope, com apoio da UPP local em um total de aproximado de mais de 550 homens. Rogério 157 e muitos traficantes estão na mata do que restou da Floresta da Tijuca e muitas mortes ainda vão acontecer. Voltou a velha a funesta "Guerra da Rocinha".
 

6 de set de 2017

UM SETE DE SETEMBRO SEM NADA O QUE COMEMORAR

NA "ERA TEMER" O DIA DA INDEPENDÊNCIA É DE FATO O DIA DA SUBMISSÃO
"ECONOMIA SOBERANA" VAI LADEIRA ABAIXO
Um feriado que já foi de festa, de exaltação á pátria, de orgulho nacional, do crescimento em todos os sentidos, econômico, político, de prestígio internacional de potência global, do orgulho de pertencer ao Grupo dos Brics. Enfim, o Brasil parecia "dar as cartas". Ledo engano.  Nos dias de hoje, nos novos tempos envelhecidos do século XXI Setembro segue Agosto e passa a ser o "Mês de Desgosto".  A viagem do "entrega tudo que eu gosto" do presidente Temer foi às vésperas do Dia da Pátria para mostrar sua força e poder dizer "Sou eu que mando, faço tudo que o Meirelles quer, Vou Vender o Brasil e Vou Ser Ovacionado". Em qualquer lugar decente as pessoas até vendem uma empresa ou outra, mas as Reservas Estratégicas só mesmo com muita desfaçatez. Enquanto até governos militares preservaram nossas riquezas, pelo menos algumas, a ordem do FMI, via Cris Lagarde é "Vendam tudo, que nós aumentaremos os juros, mas daremos algum benefício para vocês que mandam e desmandam". E assim, Vende-se tudo para arranjar uns trocadinhos, que de repente é uma "moeda virtual" que nem vai chegar à Terra Brasilis.
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Discurso exótico e cheio de trejeitos, com as mãos esvoaçando ao estilo Carmen Miranda o Michel vai falar muito e nada vai dizer, vai ser lamentável, digno de um enterro de indigente.  De fato vai ser ovacionado pelos 500 e poucos "parlamentares" e levar um engradado de ovos sulfúricos naquela cabeçorra mal feita.  Afinal estamos no " Dia da Independência" o Dia da Entrega Total, Real e Absoluta, onde se vende de tudo a qualquer preço, e principalmente em suaves prestações. Enquanto todos aqueles que deram suas vidas para o sonho de um país melhor estão se revolvendo em suas tumbas, em contrapartida a "base aliada" comemora com doses e mais doses de Don Pérignon e o belo caviar iraniano Beluga e nós pobres mortais talvez nem cachaça Marimbondo (aquela que morde o fígado) poderemos tomar e bebemorar num belo porre in memorian do Sonho Perdido.
Segunda dia 11/09, um dia depois do feriadão,  o que já não era bom vai conseguir piorar, o Brasil vai de maneira acelerada descer a ladeira econômica, afinal vivemos no Reino da Fantasia, no país do Simulacro e provavelmente iremos exaltar nossa "Independência" nossa soberania, nossas riquezas, nossas reservas que vão sumindo, desaparecendo como desaparece a luz do Sol, quando as sombras da noite escura prevalecem. Mais do que nunca estamos caminhando a passos largos para uma nova "Idade das Trevas" sem nenhuma perspectiva de sair de lá. Na luta de cada dia, com a desorientação calculada e planejada de Brasília não haverá vencedores nem vencidos, todos sairão derrotados.

obras do pac

obras do pac
inicio de obras ao lado do ciep ayrton senna